quinta-feira, novembro 25, 2010

My Blueberry Nights

Sétima série, quase dormindo ao som de algum cálculo, desperto de repente com a professora vociferando: Meu amigo, tudo demais é muito.
Como disse, por ter acordado no meio da conversa, não sei o que ocorrera antes dessa frase. E ontem, depois de ter estudado um bocado e de ter jogado um pokerzinho, repeti comigo mesmo: Meu amigo, tudo demais é muito.
Parei um pouco o mundo e desci. Fazia já algum tempo desde a última vez que assisti a um filme... Parei ontem de madrugada para assistir a outro. Há algum tempo economizei algum dinheirinho para comprar um HD Externo, onde guardo os filmes que baixo na internet. Fui escolher. Passei por alguns de Hitchcock... não, não. Não é noite pra isso. Dei uma olhada em 12 homens e um segredo (12 angry men, 1957), de Sidney Lumet... até o selecionei por algum tempo... mas não. Li algum tempo algo sobre uma produção sino-francesa, do diretor chinês Wong Kar-Way, Um Beijo Roubado, (My Blueberry Nights, 2007) e decidi assistir a ele mesmo... Confesso que o escolhi, em boa parte, para ver como seria a atuação de Norah Jones, que estreou como atriz...e também porque a noite pedia algo assim. Mas já assisti sabendo que a crítica era dividida sobre esse filme.
Direi minhas impressões.
Achei o roteiro um pouco clichê... não sei, por mais que a história levasse a, sei lá, uma reflexão sobre a confiança entre pessoas em algumas cidades em que isso não é recomendado... achei exagerado, roteiro um pouco previsível, meio piegas até. Mas achei algumas coisas excelentes, que realmente me tocaram. Primeiro, a fotografia e toda a parte plástica do filme. Cores muito vivas, iluminação excepcional, que interagia com os personagens – as luzes de Nova York e Las Vegas foram exploradas de forma tocante – da mesma forma nos ambientes internos. Segundo, a utilização da câmera, um pouco distante, utilizada de forma muito inteligente, sem se intrometer na narrativa. Kar-Wai me fez vibrar com isso tudo. 
A trilha sonora é outro ponto alto do filme: jazz e blues, com Ry Cooder, Cat Power, entre outros... e com a própria Norah Jones. Novamente Kar-Way colocou essa preciosidade musical em algo (como se pudesse fazê-lo) como em segundo plano. Minha impressão foi como que se o diretor montasse a parte plástica e sonora do filme, em minha opinião excepcionais, mas em uma medida que não se sobrepujasse ao roteiro. O problema é que achei o roteiro fraco. Não sei até que ponto o diretor chinês estava ciente disso, mas o filme passou algo para mim independentemente da história. E acho que tanto sabia disso que pôs Norah Jones, apesar de protagonista, meio assim, por lá, vendo tudo se passar, sendo protagonista e coadjuvante ao mesmo tempo. Conseguiu fazer um bom filme, agradando a uns e outros. A grande atuação no filme, na minha opinião, foi de David Strathairn, que faz um policial alcoólatra. Se recomendo o filme? Claro que sim, e também sua trilha sonora.
SO(U)NETO

quarta-feira, novembro 24, 2010

Prates culpa governo por acidentes de trânsito no país

Meu amigo João sugeriu o seguinte vídeo para o blog:

terça-feira, novembro 23, 2010

Revista Política Externa


Inspirada na Foreign Affairs americana e editada trimestralmente há dezessete anos, a Revista Política Externa foi fundada com o objetivo de discutir as principais questões das relações internacionais e da economia política mundial sob o olhar e a perspectiva brasileiros, e, desde então, vem contribuindo notavelmente para o estudo dessas relações e para a análise da posição do Brasil no mundo.

A relevância do Brasil no cenário internacional e o papel que o país desempenha na Nova Ordem Mundial, assim como a tendência à internacionalização das empresas e o número crescente de cursos de Relações Internacionais no país, explicam por que uma publicação brasileira com este perfil se faz imprescindível nos dias de hoje. Política Externa enfoca questões polêmicas envolvendo os blocos econômicos e o futuro da América do Sul, particularmente o Brasil, abordadas de forma acessível, com a seriedade e o rigor dos trabalhos acadêmicos.

A revista ressalta a importância das discussões internas, promovidas pelo governo brasileiro com os vários segmentos da sociedade, para assegurar reciprocidade nos esforços de abertura de mercados.

A publicação — crítica, apartidária e sem posições doutrinárias — está aberta a opiniões e contribuições de alto nível e tem como únicas exigências a competência intelectual e o rigor no tratamento dos fatos.

A Política Externa é produzida pela Editora Paz e Terra, com o apoio do Grupo de Conjuntura Internacional da USP e do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI) da UNESP.


Presidente do Conselho Editorial: Celso Lafer
Editor: Carlos Eduardo Lins da Silva
Editora-Adjunta: Maria Helena Tachinardi
Conselho Editorial: Celso Lafer, Boris Fausto, Carlos Eduardo Lins da Silva, Fabio L. P. Magalhães, Fernando Abrucio, Fernando Gasparian (1931–2006), Fernando Henrique Cardoso, Gelson Fonseca Jr., Gilberto Dupas (1943–2009), Helio Jaguaribe, Jacques Marcovitch, Luciano Martins, Luis Fernando Ayerbe, Luis Felipe Lampreia, Marco Aurélio Garcia, Marcos de Azambuja, Maria Hermínia Tavares de Almeida, Maria Regina Soares de Lima, Roberto Teixeira da Costa, Rubens Ricupero.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Alfred Hitchcock Collection

A Saraiva lançou já há algum tempo um super box com 18 dvds de grande diretor britânico Alfred Hitchcock. Não vi pessoalmente a coleção, mas deve ter um acabamento bonito... sei que a caixa é em formato de claquete. Com certeza seria mais fácil fazer um box com alguns filmes não muito bons de Hitchcok, mas convenhamos que essa ideia não é das mais inteligentes. Então o presente box se propõe a trazer alguns dos filmes mais importantes/conhecidos do mestre do suspense. Já teria comprado, não fosse o preço um pouco salgado, mas justo. Para quem se interessar, ou quiser presentear o blogueiro, eis o link Alfred Hitchcock Collection.

domingo, novembro 21, 2010

Revista Direito e Liberdade

Outra revista muito boa é a Direito e Liberdade, editada pela Escola Superior da Magistratura do Rio Grande do Norte de Mossoró. É publicada semestralmente desde o ano de 2005. Conheci através de um professor do RN que participou de uma banda minha, o Prof. Fábio. Acho bacana que eles geralmente abrem algum espaço para alunos da graduação. Até o penúltimo número, a revista era impressa e eletrônica, agora é somente eletrônica. Para quem deseja ler os ótimos artigos já publicados, ou pensa em enviar algo, o site da revista é Revista Direito e Liberdade.

sexta-feira, novembro 19, 2010

I Salão Internacional do Livro da Paraíba começa nesta sábado no Espaço Cultural

Fonte: O Norte
A partir de sábado, dia 20, João Pessoa estará com as atenções do mundo literário voltadas para ela. Podemos dizer que a nossa cidade será durante oito dias, a capital brasileira das letras.
O “I Salão Internacional do Livro” que acontecerá no Espaço Cultural José Lins do Rego atrairá as atenções do Brasil, e de outros países também, de uma forma nunca antes vista. A abertura oficial ocorrerá às 10h com a presença do governador José Maranhão. Em seguida haverá a palestra “O livro e a leitura no Brasil” de José Castilho no Cine Bangüê.
Como forma de abranger um público eclético, o “Salão Internacional do Livro da Paraíba” em sua primeira edição, abrirá espaço para o cinema, para a música e para o teatro.
Nomes de ponta da literatura brasileira estarão participando do evento, tais como Nélida Piñon, Afonso Romano de Sant’anna, Marina Colasanti,  Ignácio e Loyola Brandão, Mário Prata, Pasquale Cipro Neto, Bráulio Tavares e Arnaldo Antunes.
A abertura oficial no sábado será marcada por uma palestra de José Castilho (Plano Nacional do Livro e Leitura) que acontecerá no Cine Bangüê, pela manhã, a partir das 10 horas.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Clóvis Júnior

 Há cerca de dois anos minhas raízes nordestinas emergiram à superfície da minha pele. Isso porque por muito tempo dava atenção quase que exclusiva à música britânica, americana, ou mesmo quando nacional, mais ou menos longe do meu torrão. Mas chega um tempo que o que sempre foi passa, enfim, a ser. Não posso negar que a poesia foi grande responsável, seguida pela música, o forró pé de serra, que acho simplesmente maravilhoso, até pela delicadeza e sensibilidade que imprimem, contrariando um pouco o sertanejo euclidiano. Ora, o que é ser mais sensível que, diante de todas as dificuldades para suprir as necessidades vitais básicas, que tanto calejam o espírito de um homem, apesar disso, ainda um sertanejo ter, sei lá, a coragem de dizer versos do tipo: “ela nem olhou pra mim, passei horas no espelho me arrumando o dia inteiro e ela nem olhou pra mim”, “você bagunçou meu coração, tirou ele do peito e sacudiu pela calçada”, ou ainda o tino de comparar a felicidade com uma burrinha, entre outras.
Sem falar ainda no que, para mim, é a maior das artes, o que prova que um sujeito é verdadeiramente gênio: o repente. Certa vez fui assistir a um concurso de repentistas, e saí de lá muito mais do que impressionado. Nunca havia participado de um concurso desses, aí fiquei lá, quietinho, assistindo... Depressivo para alguém que, como eu, ainda arrisca fazer alguns versos. Eu passo, no mínimo, horas para escrever um soneto, com rima e métrica. Os caras faziam de improviso coisas geniais, o sorteio era feito na hora do estilo (martelo agalopado, Galope à beira mar, redondilha, décima, carretilha, etc.), o tema da poesia. Para se ter uma idéia, o galope a beira mar, por exemplo, tem esquema rímico próprio (ABBAACCDDC), e deve ser obedecido pelo poeta... de improviso.
Pois bem, isso tudo pra dizer que nessa mesma época participei de um evento aqui em Guarabira, e tive a oportunidade de conhecer o pintor/escultor guarabirense Clóvis Júnior. Na ocasião, consegui adquirir um livro sobre o seu trabalho. Cheguei em casa fui ver do que se tratava. Sabia que ele era muito conhecido mundo a fora, mas não conhecia seu trabalho. Eis minha surpresa quando vejo que é adepto da chamada Arte Naïf, ou Arte Primitiva Moderna, que é a arte executada por artistas sem formação acadêmica, de traços simples, o que não significa que seja a arte Naïf, em sim, uma arte simples ou de menor qualidade, tendo em vista a necessidade de estudo, pois presume a existência de uma arte acadêmica para o seu “não seguimento”, a sua “não execução”, sendo assim um contraste no proceder artístico.
O que Clóvis Júnior faz com maestria é conjugar esses elementos Naïf com a cultura nordestina de raiz, com grande influência da xilogravura, e de uma forma belíssima. Beleza e crítica social. As referências passam pelas feiras, pelas festas, pescarias, religiosidade e costumes do nordeste brasileiro.
Em 1993, Clóvis Júnior participou do 1º Concurso Nacional de Cartazes criado pela ONU, com o tema “As drogas e o nosso futuro”. Logrou a primeira colocação, tendo sido esse trabalho divulgado em todo o Brasil e em vários países da Europa, onde a Arte Naïf é muito valorizada. Além disso, foi condecorado com várias comendas e honrarias no Brasil e no exterior, participando, ainda, de exposições individuais e coletivas em Portugal, Estados Unidos, França, Inglaterra, Argentina, Itália e Alemanha.
No mais, deixo para a sensibilidade sertaneja de cada um, o site de Clóvis Dias Júnior. http://www.clovisjunior.com.br/

quarta-feira, novembro 17, 2010

A cada nova versão, o Congresso Internacional de Direito Constitucional alcança novos patamares qualitativos e quantitativos. Em Natal - RN, o Congresso, em sua última versão, bateu todos os recordes, seja na quantidade de trabalhos apresentados, seja na de congressistas inscritos de todas as partes do Brasil. E, de igual forma, a EBEC reuniu seletíssimo grupo de palestrantes nacionais e internacionais durante três dias de evento. Paralelamente ocorre a feira de livros jurídicos com as principais livrarias e editoras do país, ocupando todos os espaços disponíveis, na Praça de Convivência.

Para este ano, a ser realizado no Centro de Convenções, da bela e sempre acolhedora cidade de Natal-RN, aguarda-se números que igualem ou superem todos os anteriores. Teremos como show de encerramento gratuito para os participantes o cantor Jorge Ben Jor, bem como uma vasta programação social para todos os participantes do evento.

Revista FIDES

A FIDES é uma revista eletrônica, semestral, destinada a artigos científicos e de Iniciação Científica, na orientação jurídico-filosófica, de veiculação livre e gratuita. Fiquei conhecendo graças a um amigo que fiz em um Congresso de Direito Constitucional em Natal(RN), o Jair Soares, que faz parte da equipe editorial. Não tive a oportunidade de enviar algum trabalho ainda, mas irei me esforçar para nessa edição submeter alguma coisa. Isso porque dei uma parada em quase tudo para me dedicar (quase) exclusivamente à monografia e ao Exame de Ordem (Sim, pretendo fazer a OAB).
A submissão dos trabalhos vai até o dia 05/01/2011, através do site da revista, e o lançamento da Terceira  Edição será no dia 25/02/2011, eletronicamente, no site da revista.
Para o edital e para as edições anteriores, visitem o site da revista http://www.revistafides.com/

Paraibano é vice-campeão de xadrez em olimpíada nacional

Fonte: Portal Correio/Da ascom UFCG
 
O estudante de doutorado em Ciências da Computação da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Paulo Eduardo Barbosa, conquistou o segundo lugar na modalidade xadrez masculino das Olimpíadas Universitárias Brasileira (JUBs 2010), realizadas de 3 a 15 deste mês em Blumenau, Santa Catarina.
Das sete partidas disputadas, o enxadrista da UFCG perdeu apenas a final para o grande mestre pela Federação Internacional de Xadrez e hexacampeão brasileiro, Giovanni Vescovi, da Universidade Paulista (Unip).
Com o vice-campeonato, Paulo Eduardo Barbosa está credenciado para representar a Paraíba e o Brasil na competição Universíade de 2011, a ser disputada na China, além do Mundial de Xadrez que será realizado em Portugal.
Atualmente, o enxadrista da UFCG é campeão paraibano, segundo lugar no ranking do Nordeste e oitavo no Brasil.

terça-feira, novembro 16, 2010

A Editora Companhia das Letras mantém um blog muito bom sobre, segundo a sua própria descrição, "dedicado à cultura do livro, e não apenas à divulgação dos lançamentos da editora.".
Algumas charges, alguns textos, pequenas resenhas, notícias sobre livros e também a divulgação de eventos ligados à música, literatura, enfim...
Por exemplo, agora mesmo está lá a divulgação da Noite de autógrafos com Daniel Galera e Rafael Coutinho em João Pessoa. A quem possa interessar, será dia 16 em Tambaú. Achei interessante o blog, vale ficar antenado.

Blog da Companhia das Letras.

Banda de Liam Gallagher, Beady Eye divulga primeiro clipe


A banda inglesa Beady Eye, liderada por Liam Gallagher, divulgou seu primeiro clipe no site do grupo.

"Bring The Light" é o primeiro single da banda que conta ainda com os ex-integrantes do Oasis Gem Archer e Andy Bell, além de Chris Sharrock.

Antes de estrear o clipe, a música foi diponibilizada para download grátis na página da banda, na semana passada.

O primeiro disco do Beady Eye deve ser lançado no começo de 2011. As gravações foram feitas no estúdio do produtor Steve Lillywhite, que trabalhou com U2, entre outros.

sábado, novembro 13, 2010

Paulinho da Viola - Filosofia

A tirinha que coloquei abaixo me fez lembrar da música Filosofia, do Grande Noel Rosa, que nesse vídeo é cantada por outro grande nome da música brasileira: Paulinho da Viola.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Meretrio

Deitado, última zapeada antes de dormir, passo na SESC TV novamente... Da última vez essa passagem me rendeu uma ótima novidade, ao menos para mim, que foi a banda Macaco Bong. Dessa vez, igualmente, outra preciosidade. Trata-se de um trio sensacional. Com uma mistura inteligentíssima de Jazz, rock, frevo, tango.. enfim, algo fino e agressivo, elegante e transgressor, resumindo em uma palavra: Maravilhoso. Gravaram três álbuns, dois no formato power trio, e um (o segundo) com mais seis instrumentos de sopro. A essa formação deram o nome Projeto Meretrio.
O som é mais tranquilo que o do Macaco Bong, o que, naturalmente, não quer dizer que seja algo melhor ou pior, mas sim algo próprio. Já virei fã das duas bandas. O noneto Projeto Meretrio passou a fazer parte de um projeto chamado Movimento Elefantes, que agrega nove bandas entre big bands e orquestras paulistas. Uma descoberta de tabela. Pretendo tentar conhecer todas as outras bandas. Na medida em que for escutando, foi postando o que acho... Er... a SESC TV já se impõe como algo obrigatório. E não o era antes porque via a emissora como de uma programação preponderantemente de dança, coreografia e tudo o mais, o que não curto muito, talvez por desconhecimento.
Engano Meu!




 

Para conhecer mais sobre o Meretrio, visite o MySpace deles.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Fernando Meirelles lança livro com fotos dos bastidores do filme "Ensaio sobre a cegueira"

Fonte: Revista Cult por Wilker Sousa


Ao espectador comum, os muitos fatores envolvidos na produção de um filme costumam passar despercebidos. Da elaboração do roteiro, passando pela escolha do elenco, até minúcias de ordem técnica, tudo fica oculto quando se assiste ao resultado final. O livro Cegueira, um Ensaio, de Fernando Meirelles, é uma rara oportunidade de olhar por dentro os bastidores de um longa-metragem. Idealizado por Silvinha Meirelles, irmã de Fernando, trata-se de uma reunião dos textos publicados pelo diretor em seu blog no período de produção e filmagem de Ensaio sobre a Cegueira, inspirado na obra homônima de José Saramago.

Meirelles confidencia ao leitor suas dúvidas, inseguranças, decisões e também as lições aprendidas no set, como a passagem em que revela a surpresa com a atuação de Sandra Oh e Mpho Koaho: “Qualquer papel merece um grande ator, e qualquer grande ator consegue transformar um papel”. É por causa dos imprevistos que surgem ao longo das filmagens que o diretor não costuma fazer story-boards: “Em geral deixo muitas portas abertas no processo de preparação de um filme para poder mudar na hora ao sabor do momento. Acho que neste filme sofri menos para tomar as decisões que tomei, mesmo sabendo que podiam não agradar a todos, como de fato aconteceu”, afirma à CULT. O livro traz ainda uma versão do roteiro, além de 285 fotos especialmente tratadas para manter a identidade com o filme, cuja marcante claridade remete à cegueira branca. O senão fica por conta do preço, que torna o trabalho restrito a cinéfilos endinheirados.

Cegueira, um Ensaio
Fernando Meirelles
Master Books
144 págs. – R$ 190

luz...

Peço desculpas aos meus dois ou três leitores pela falta de dedicação. Mas esse fim de ano está carregado. Enfim, adianto que estou com algumas ideias pro blog... quem viver, verá! No mais, essa última notícia que coloquei sobre o Coppola me fez lembrar que devido ao pouco tempo, tenho deixado um pouco de lado uma das minhas paixões: o cinema. Lembro que, não há muito tempo, assisti em menos de dez dias o Decálogo de Kieślowski, e assistia muitos filmes por semana. Mas a vida é dura, e nós temos que deixar algumas coisas (sempre as coisas que gostamos) um pouco de lado, mas com a esperança de depois voltar e ser melhor do que foi... Ainda quero escrever também aqui algumas coisas sobre cinema, mas vamos por partes. Por hora, deixo alguns sites e blogs sobre cinema que frequento.

Surreal Moviez

Boulevard Cinema

Multiplot

Cine-má!

Cine Cafe

O Cinema e a pessoa

É tudo mentira

Cinema com Rapadura

Adoro cinema

Blog de cinema

Sobretudo, cinema

Blog Doutor Caligari

terça-feira, novembro 09, 2010

Francis Ford Coppola vem ao Brasil em novembro para lançar Tetro

Fonte: Pipoca Moderna

O cineasta americano Francis Ford Coppola vem ao Brasil em novembro para lançar seu mais recente filme, “Tetro” (2009). Coppola escreveu, dirigiu e produziu o filme de forma independente.

Segundo a Imovision, responsável pela distribuição de “Tetro” no país, Coppola chega em São Paulo no dia 29 de novembro. Durante a manhã, ele participa de uma conversa com alunos e professores da FAAP. À noite, recebe convidados para a pré-estreia do longa no cinema Reserva Cultural. No dia seguinte, segue para o Rio, onde participará da pré-estreia carioca de “Tetro”, em local ainda não confirmado.

A data de estreia do longa no circuito comercial está marcada para o dia 10 de dezembro.

“Tetro” conta a história de Bennie (Alden Ehreinreich), um jovem de 18 anos que viaja para Buenos Aires à procura de seu irmão mais velho, Tetro (Vincent Gallo), desaparecido há mais de uma década Ele descobre que o irmão se tornou uma pessoa melancólica, que pouco se parece com a imagem da qual ele se lembrava.

5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Em 2010, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul completa cinco anos. Criada em 2006 para celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos a Mostra vem se firmando como um espaço de reflexão, inspiração e promoção do respeito à dignidade intrínseca da pessoa humana.

O Brasil tem buscado fortalecer a educação e a cultura em Direitos Humanos, visando à formação de uma nova mentalidade para o exercício da solidariedade, do respeito às diversidades e da tolerância. Como expressão artística, o cinema possui uma linguagem própria, capaz de tocar pessoas, despertar sentimentos, sensibilizar olhares e construir identidades comuns. Desta forma, a arte permite conhecer e interagir.

Inicialmente exibida em quatro cidades, a Mostra veio crescendo a cada ano. Esta quinta edição estará presente em 20 capitais brasileiras, percorrendo as cinco regiões do Brasil. No ano passado, registrou um público superior a 20 mil pessoas, em 16 cidades. A estimativa para este ano é que este número seja duplicado, pelo aumento no número de cidades participantes e pelo reconhecimento que o evento já conquistou.

A 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira, patrocínio da Petrobras e apoio do SESC-SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores. Com todas as sessões gratuitas, sempre em salas acessíveis para pessoas com deficiência, a Mostra é um convite ao olhar e à sensibilidade cinematográficos, que traduzem temas atuais de Direitos Humanos e despertam a reflexão e a construção de identidades na diversidade.

Prevista no eixo Educação e Cultura em Direitos Humanos do Programa Nacional de Direitos Humanos/PNDH-3, que foi apresentado pelo presidente Lula em 2009, a realização da Mostra possibilita que o cinema seja reconhecido como importante instrumento para o debate, a promoção e o respeito aos direitos fundamentais. Em sua quinta edição, a Mostra já pode ser vista como um marco consolidado no calendário anual dos Direitos Humanos em nosso País. Ela está destinada a prosseguir e se ampliar sempre mais nos próximos anos.

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A programação de João Pessoa está nesse link

http://www.cinedireitoshumanos.org.br/2010/joaopessoa.php

segunda-feira, novembro 08, 2010

We are coming to Brazil!

Meu estágio no Tribunal de Justiça me serviu para algumas coisas. Dentre as mais importantes, conhecer pessoas sensacionais que trabalharam comigo, para eu ter a certeza que não tenho talento algum para trabalho em cartório e para juntar um dinheirinho. Bolsa pouca, mas conseguia destinar uma percentagem para algo especial. Pois bem, passou show de Los Hermanos em Recife, passou Cranberries também em Recife, passou tudo, aliás, deixei passar tudo, com o coração na mão, mas consolado por estar fazendo tamanho sacrifício por algo maior: O show de Paul McCartney.
Há mais ou menos 9 anos, disse a mim mesmo que quando o Macca voltasse ao Brasil venderia até meu rim para ir assistir. Longe de um fanatismo desmedido, mas quem é fã é fã, e Paul não costuma vir muitas vezes para solo tupiniquim, prova é que a última vez foi em 1993. Pois bem.
Chegou o grande dia de comprar o ingresso. Acordei cedo, já tomando cuidado com o horário de verão, entrei na internet e colei meu dedo no F5. Até que apareceu: Vendas Aqui. E lá vai eu. Entrei, preenchi meus dados, selecionei o tipo de ingresso que queria, tudo em ordem, agora era só clicar em Concluir Compra e sair pro abraço. Ao fazer isso, a página recarregava... Bem... vamo denovo... tal e tal e tal... Concluir, página recarregava... Após a centésima nona tentativa, peguei o telefone do televenda: ocupado. e fiquei nessa a manhã toda. Recarregava, ocupada, recarregava, ocupado... até que os ingressos esgotaram.
Esse acontecimento me fez lembrar o que meu tio fala: sou tão azarado que se eu abrir uma fábrica de chapéu, as pessoas vão começar a nascer sem cabeça.
Não fico tão revoltado porque fiz o que pude, forças outras é que conspiraram contra mim. Hoje é o show dele em Porto Alegre, dia 21 e 22 em São Paulo. O que resta é assistir pela TV e tentar superar, ainda mais quando lançam vídeos como esse abaixo:



Quem sabe um dia eu ainda assisto a um show do McCartney... esperar e torcer.

The Beatles - Hello Goodbye

Pesando em algumas coisas hoje, lembrei dos versos de Hélio FerreiraAto contínuo, lembrei dos Beatles (sem querer fazer comparações, ok?):


domingo, novembro 07, 2010

Poesia


Quando a vida se faz angústia
A poesia vem, me alivia
Transporta-me na fantasia
De um mundo bem colorido.

E quando a vida me tortura
Enche-me os olhos de amargura
Eu vejo nas letras refúgio
Escrevo, explodo os muros
Dos limites da sanidade.

Saio da realidade,
Em busca do devaneio
E não tenho qualquer receio
De ser apontada louca
Abro o peito, grito rouca:

Nos labirintos da vida
Em ti esqueço as feridas
Poesia, és a liberdade!

sábado, novembro 06, 2010

Max Ernst

Alguém certa vez disse que Salvador Dali, Magritte e Max Ernst forma a santíssima trindade da pintura surrealista. Principalmente ao que se refere à primeira fase do surrealismo, conhecida como "o período adormecido". O MASP, em abril, apresentou 184 colagens de Marx Ernst da série Uma Semana de Bondade, criada em 1933 em uma viagem a Itália, que após exposta em 1936, gerando um escândalo à época devido aos elementos demoníacos e eróticos. Depois disso, fora adquirido por um colecionador e ficou mais de 70 anos sem ser exibida.
O ano de 1900 foi o do lançamento de livro A Interpretação dos Sonhos, de Sigmund Freud. Naturalmente, Ernst foi um leitor de Freud, o que justifica o componente psicanalítico na sua obra.
A quebra das fronteiras entre os mundos humano, vegetal e animal, inseridos em espaços reservados, e outros elementos oníricos, demonstram em arte, em ilustração, o que autor do texto inaugurador da Psicanálise se dedicou a tentar compreender. Tudo isso faz de Ernst, mesmo que "sem querer", o ilustrador do primeiro livro de Freud.
A mostra no MAPS foi divida em sete dias. No domingo, o Gênesis, não o bíblico, mas o surrealista, é retratado como de orgias, violência, blasfêmia e morte. Homens com cabeça de leão como símbolo do poder. Na Segunda, o retrato de quão é insignificante o poder dos homens diante do poder da natureza, por isso chamado de Água, com cenas de invasão de água destruindo Paris. E por aí vai...
Ao olhar essa ilustração, o que me veio imediatamente à lembrança foi o filme O anjo exterminador, de Luis Buñuel, diretor espanhol também surrealista. Depois, pesquisando, descobri que Buñuel e Ernst tiveram uma relação próxima, inclusive com participação do alemão em um filme do espanhol. Provavelmente lembrei desse filme devido ao ambiente em que as duas figuras estão, que remete à sala em que acontece o filme.
Eis dois sites que têm algumas obras de Ernst, inclusive as suas telas.
National Galleries of Scotland
Blog O Século Prodigioso

sexta-feira, novembro 05, 2010

Evento movimenta cenário das artes visuais em João Pessoa

Exposições, shows e palestras estão incluídas na programação.
Fonte WSCOM

Há 5 edições que o Festival Mundo inicia suas atividades com uma mostra de artes visuais. Este ano não seria diferente. A sexta edição do Festival inicia oficialmente suas atividades nesta sexta feira (5) com a abertura da exposição coletiva V, que traz joves artistas que tem se destacado nas Artes Visuais em João Pessoa. A vernissage acontecerá às 20h na Usina Cultural Energisa. Na ocasião, acontecerá um pocket show do músico Rieg R no espaço Cine Café e uma palestra sobre vídeo-arte digital com o artista plástico Chico Dantas. Logo após, show da banda paranaense Nevilton, no Espaço Mundo.


Intitulada V, a mostra reune cerca de 21 artistas/coletivos sob a curadoria do artistas plásticos e ilustradores Diego Gerlach e Thiago Trapo, com coordenação do jornalista Fabio Queiroz. Com um nome desvinculado do evento principal, o curador explica que esse título dá margem a várias leituras sobre a exposição. “Por trás do impacto incisivo e angular da letra V, repousa um manancial de leituras”, afirma Diego Guerlach. Sendo assim, temos a letra V, que quando exposta pelas mãos pode ser um sinal de vitória ou, em tempos medievais, um gesto de pilhéria - mas que também é o nome do principal romance de Thomas Pynchon (1963).


Participarão da exposição Aline Beutenmüller (PB), Alessandra M. Soares (PB), Alessandro Potter (PB), Arthur Maia (PB), Chico Dantas (PB), Coletivo Suporte (PB), Cris Calaço (PB), Dani Calaço (PB), Diego Gerlach (RS/PB), Coletivo Holístico Extrapiramidal (PB), Íris Helena (PB), Krysna Nóbrega (PB), Luana Neiva (PB), Mariana Bueno (SP), Sérgio Rodriguez (RS), Verdeee (PB), Wênio Pinheiro (PB), Ovni Crew (PB), Rafael Passos (PB), Rafael Pereira / Cão Possuído (SP), Rafael Volleseele (PB), Shiko (PB), Silvia Maria (PB/SP) e Thiago Trapo (PB), expondo ilustrações, pinturas, infogravuras, desenhos, vídeo-arte e fotografias.


Após a vernissage, às 22h, a comemoração continua no Espaço Mundo - onde acontecerá show da banda de indie pop Nevilton, que já se apresentou duas vezes em João Pessoa. Este show será gratuito para os 100 primeiros compradores do Passaporte para os 3 dias de shows do Festival e, para os demais, o ingresso custará R$8,00 – vendas no local.


O Festival Mundo acontecerá de 5 a 25 de novembro nas dependências da Usina Cultural Energisa. Dentro da programação, exposição de Artes Visuais, palestras, debates, oficinas, workkshops e ainda três dias de shows (13, 14 e 15) com bandas argentinas e brasileiras que figuram na cena musical independente. Ingressos à venda no Espaço Mundo, na loja Moinho (Manaíra Shopping) e na Música Urbana. Mais informações em http://coletivomundo.com.br.



quarta-feira, novembro 03, 2010

Vida de Che Guevara foi adaptada para os quadrinhos

HQ Che: Una Biografía Gráfica, escrita por Sid Jacobson e ilustrada por Ernie Colón, retoma a trajetória do revolucionário argentino
Fonte: Revista Rolling Stone

A vida de Ernesto "Che" Guevara será retratada mais uma vez no mundo dos quadrinhos. Che: Una Biografía Gráfica narra a saga do revolucionário em nove capítulos, partindo de sua infância e culminando na sua morte, aos 39 anos, passando por sua famosa viagem de motocicleta e o período que esteve em Cuba. A HQ escrita por Sid Jacobson e ilustrada por Ernie Colón foi publicada em espanhol e tem como base os diários do argentino.

A trajetória de Che Guevara já foi tema de diversas obras. Algumas das mais conhecidas são os filmes Diários de Motocicleta (2004, do cineasta brasileiro Walter Salles), protagonizado por Gael Garcia Bernal e baseado nos textos do próprio guerrilheiro, e Che (2008), produção dividida em duas partes dirigida por Steven Soderbergh. Neste último, Benicio Del Toro interpretou Che Guevara.

terça-feira, novembro 02, 2010

Helter Skelter!

Uma das minhas saudades do Ensino Fundamental, no Colégio da Luz, com certeza é devido às aulas de xadrez que tínhamos. Era opcional, mas sempre tive vontade de aprender e já que estava à disposição. E quando aprendi viciei: jogava todo dia, quase o dia todo, pela internet, na rua com amigos, na casa de amigos, enfim, minha vida virou uma batalha entre exércitos. Na mesma época conheci um professor de João Pessoa, que organizou aqui em Guarabira alguns torneios. Logicamente, participava de todos. Minha melhor colocação foi um terceiro lugar em um torneio de veteranos, que inicialmente estava organizado para ter um torneio de veteranos e um de "juniores", mas devido à falta de gente, fizeram um só.
Pois bem, as aulas de xadrez eram como deveriam ser: em uma sala própria, piso com carpete, música ambiente, um tabuleiro para cada par de alunos, lousa, enfim, ótima estrutura. E em cada uma das quatro paredes da sala, o professor colocou um quadro. No início não me chamaram a atenção, mas quando ficava esperando o meu oponente dar seu lance, por vezes minha vista caiu nesses quadros. Um, inclusive, era uma foto do tórax desnudo de uma mulher, pintado e, forma de um rosto de mulher. Até aí, só uma surpresa, afinal de contas, a idade dos alunos era 12, 13 anos. Em outra vez olhei para outro quadro que tinha um bebê gigante chorando formando um rio, com um sujeito em um barquinho remando. Ao olhar mais detidamente, percebi que aquele cidadão que estava no barquinho não me era estranho. E depois de um tempo percebi que se tratava de Paul McCartney. Primeira reação: Oxente! Será alguma referência a Cry Baby Cry?
Foi aí que fui perguntar ao professor do que se tratava, e ele me falou que esses quadros era,m cada um, uma referência a uma música dos Beatles. Hm... então esse era Cry Baby Cry mesmo, do Álbum Branco... Outro era Lucy in the Sky with Diamonds... Pesquisei na internet, na época, e consegui entrar no site do pintor/ilustrador desses quadros. Mandei imprimir, e coloquei em uma moldura no meu quarto, junto com outras molduras dos Beatles.
Agora, há poucos dias, lembrei-me desses episódios, e fui pesquisar novamente sobre esses quadros. São de autoria do britânico Alan Aldridge, que fez um livro chamando Bealtes Illustrated Song Lyrics, que ter sido a fonte desses meus quadros. Nos anos 60 e 70 ele fez capas de vários álguns, inclusive um de Elton John, o Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, de 1975.
Há algumas coisas sobre ele na internet, inclusive no seu site http://www.alanaldridge.net/. Outro site que tem algumas obras http://www.revelinnewyork.com/blog/10/23/2009/alan-aldridge-artist.

domingo, outubro 31, 2010

Recebi em casa, pelos Correios, uma correspondência que iria para o lixo, como todas as malas diretas, sem sequer abrir. Mas, antes disso, li no envelope que se tratava de uma ONG chamada Pintores com a boca e os pés. Enfim, causa nobre, abri. Minha surpresa, ao ler o texto, foi superada em muito depois que vi seis cartões de natal, com temas pintados por pessoas portadores de alguma deficiência, de modo que foram pintadas com a boca ou com os pés. Lindas as telas. Belo, também, o trabalho dessa ONG. Ajudar por ajudar também pode ser válido, mas ajudar quem quer ser útil apesar das dificuldades de toda sorte, é mais que ajudar, é reconhecer um esforço e a força de vontade. E as telas são lindas, diga-se de passagem. Junto com os cartões veio um boleto para doação, um preço muito pequeno, por sinal. Ao visitar o site da ONG, ví que eles também pintam para calendários, brindes, etc. Para quem quer conhecer, vale visitar o site http://www.apbp.com.br/

sexta-feira, outubro 29, 2010

Antes tarde que nunca. Mas só estou divulgado agora em cima da hora porque também só há pouco retomei o blog. Então, já me sinto perdoado.



O Centro Acadêmico de Direito “Prof. Antonio Cavalcante da Costa Neto” - CADI, vem propor a realização da I congresso Jurídico do Centro de Humanidades, tendo como tema: “DIREITO PÚBLICO CONTEMPORÂNEO: NOVOS DESAFIOS”.

Compreendendo a universidade como um espaço privilegiado para a discussão e para a produção científica, o CADI propõe uma estrutura de evento que possa abrir o espaço para o incentivo à publicação de trabalho que tratem do tema central através dos Grupos de Trabalho e Oficinas a serem oferecidos no encontro.

Site do evento: http://conjurch.blogspot.com/

quinta-feira, outubro 28, 2010

Em João Pessoa, no último dia 10, a ação de criminosos ceifou a vida de um cidadão. Quando saía do estacionamento do Manaíra Shopping ao término de uma festa, fora assassinado dentro do carro ao lado de sua namorada. Sobre o acontecimento, o grande Poeta Wagneer Pessoa fez uns versos de arrepiar até a unha.


Reze para não morrer de repente
Na próxima esquina que cruzar
As vítimas do descaso latente
Atiram e matam para se justificar
De que adiantam flores após matar
Flores mortas não são realidade
São fantasias de uma triste sociedade
Que mantém presos os inocentes
Próprios carcerários indecentes
Que perfazem caminhos sem liberdade

Wagneer Pessoa
A Revista Piauí lançou duas ótimas matérias sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Para quem tem curiosidade de saber como funciona o "social" da nossa Corte Constitucional, ou para quem quer saber como ocorreram algumas das indicações de Ministros, algumas curiosidades ou a própria relação entre os onze, é uma ótima oportunidade.
Mesmo para quem acompanha o dia a dia do Supremo na TV Justiça e nos noticiários, ainda assim, irá ter algumas surpresas, como o foi, ao menos pra mim, o processo de indicação do último ministro, o Dias Toffoli, na minha opinião um dos maiores equívocos do Presidente Lula, enfim... pensava eu que fora o velho José Dirceu que o indicara, mas, não... No mais, uma das melhores passagens é o encontro do Ministro Marco Aurélio com um jornalista no elevador privativo dos ministros.

Alguns amigos me sugeriram o livro do Saulo Ramos, O Código da Vida, que traz algumas polêmicas e revelações sobre, inclusive, o STF. Não li, talvez depois da monografia eu ponha em dia essas leituras.



Matérias:

Data Vênia, o Supremo - (parte 1)
O Supremo, quosque tandem - (parte 2)

quarta-feira, outubro 27, 2010

Recomendo a todos, estudantes de direito ou não, mas necessariamente amantes de literatura, o programa Direito & Literatura, apresentado pelo grande Prof. Dr. Lênio Streck.
O último programa que assisti foi sobre O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago, uma das minhas leituras favoritas. Com uma professora de Direito e outra de Literatura, a conversa passeava por várias outras obras do autor e de outros escritores.
Streck faz uma mediação fabulosa, levantando questões e observações sobre as relações entre dois mundos que para muitos parecem incomunicáveis, mas que, pelo menos pra mim, são indissociáveis, que é o mundo literário e o mundo jurista, que acho que, na verdade, não se trata nem de dois mundos, mas dois estados, vizinhos, como Paraíba e Rio Grande do Norte, onde não se sabe precisamente onde acaba um e termina o outro.
Na maioria das Universidades, o curso de Direito faz parte do Centro de Ciências Jurídicas. O nosso curso de Direito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Campus III, há não muito tempo, dependia de tudo administrativamente do Campus I em Campina Grande, não tendo, assim, um departamento próprio. Por isso fazia parte do Centro de Humanidades daqui de Guarabira. Depois passou a ter autonomia mas não há um CCJ, continuando, assim, ainda sendo parte do Centro de Humanidades, que também fazem parte os cursos de Letras, História, Geografia e Pedagogia.Na minha opinião, nada mais justo.
Para fechar, utilizo-me, para uma reflexão, das palavras do grande professor português Castanheira Neves, para os que possam, por ventura, pensar contrário:

"A função judicial não será nunca independente, se o não quiser responsavelmente ser; dificilmente deixará de sê-lo - até porque potencia a organização das condições favoráveis - se quiser assumir-se como tal. E para isso é sem dúvida indispensável que a função judicial não abdique nunca do seu mesmo dever comunitário, que não aceite degradar-se a mera função burocrática que 'despacha processos', reduzindo-se a um simples 'serviço-público', pronto a homologar e a dar execução a todos e quaisquer ditames do poder."

Todos os programas estão à disposição no site http://www.unisinos.br/direitoeliteratura/

Mombojó

Mombojó tocou em João Pessoa no último dia 22. Infelizmente não pude ir. Conheci essa banda pernambucana há album tempo, quando comprei a Revista Outracoisa, que além de ter matérias interessantíssimas, ainda vinha de "brinde" com um cd de uma banda independente. Pois bem, em um número da revista, veio o cd do Mombojó, o Nadadenovo.
Essa foto foi tirada no show de João Pessoa.
O som da banda é uma inteligente e elegante mistura de rock, manguebeat ,jazz e outras coisas. Não sei se o primeiro álbum está a disposição para download (oficialmente), mas sei que os dois outros álbuns da banda Homem Espuma e Amigo do Tempo, estão para quem quiser baixar no próprio site da banda http://www.mombojo.com.br/
Naturalmente, mais que recomendado. Abaixo segue o último clipe, da músia Papapa, do último cd.

terça-feira, outubro 26, 2010

Macaco Bong


E para coroar o reinício, o post será sobre uma banda que conheci há pouco tempo: A mato-grossense Macaco Bong, power trio de rock instrumental simplesmente sensacional. Zapeando a TV, dei uma passada na SESC TV, que me fez jogar o controle remoto em local remoto ao ouvir uma apresentação ao vivo da música Bananas for you all. Como disse o próprio guitarrista, apesar de não ter letra, há "algo" que canta na banda, e esse algo é a guitarra.
Falaram do processo de composição, que ocorre em jams, improvisando em cima de algo como temas, o que me fez lembrar inclusive como Pink Floyd compunha no Wish You Were Here, não querendo, obviamente, comparar as duas bandas.
Ao pesquisar na internet fiquei surpreso e feliz ao saber que o disco Artista Igual a Pedreiro está a disposição para download gratuito no site da TramaVirtual. Vale muito a pena conferir o som dos caras, para quem gosta de rock instrumental http://tramavirtual.uol.com.br/macaco_bong .
Tentando retomar esta budega!

domingo, julho 26, 2009

'Sarney é a ponta de um iceberg chamado Maranhão'


Primeira manifestação pública de Jackson Lago (PDT) depois de ter sido afastado pela Justiça do governo do Maranhão e substituído por Roseana Sarney (PMDB):

"O verdadeiro ato secreto é o Maranhão. Aqui, não são os parentes que são nomeados para os cargos, são os cargos que são criados para os parentes.

As instituições têm dono. Nomeiam-se tribunais, fóruns, assembléias, câmaras e até cidade com o sobrenome Sarney.

Aqui, o presidente Lula jamais inaugurou uma obra.

Aqui, o governador eleito pelo povo não indicou ou nomeou quem quer que seja para um único cargo federal.

Aqui, o golpe de 64 ainda não acabou. O estafeta dos generais, o fiador do golpe é o seu testamentário.

Aqui, parentes presidem o Tribunal Eleitoral. O Tribunal de Contas intimida prefeitos com o nome da governadora em sua fachada. Uma máquina de mentiras controla os meios de comunicação para atacar e difamar os adversários.

A Justiça vergonhosamente curvou-se para cassar a soberana vontade do povo maranhense.

Sem cargo público, sem mandato, fui acusado de abuso de poder econômico e de mídia. Décadas de luta, de sangue, de construção de uma alternativa democrática, foram surrupiadas por quatro votos.

A Constituição foi rasgada para dar posse ao perdedor.

Que o Brasil não se iluda. Sarney é apenas a ponta de um iceberg chamado Maranhão.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/26/sarney-a-ponta-de-um-iceberg-chamado-maranhao-208469.asp

sábado, julho 25, 2009

Já disse uma vez nesse blog que não me lembro da última vez que comprei um CD. Adepto da campanha "Contra burguês, baixe mp3", faço da minha coleção de músicas virtuais um dos meus orgulhos, com mais de 6.600 mp3's.
Pois bem, mesmo com gravadores fechando sites com discografias inteiras, comunidades do orkut com uma organização de dar inveja a muitas lojas de CD's, com índices sistematizados e tudo o mais, mesmo reportagens veiculadas vez ou outra em telejornais de alguns adolescentes presos por compartilhar músicas, são poucos os materiais que não consigo encontrar na rede mundial.
Dentre esses, há dois que estou cansando de procurar e começando a pensar seriamente em comprar. O primeiro é da Happy Apple, uma banda de jazz norteamericana, que é um projeto paralelo do baterista da banda The Bad Plus, David King. O quarteto é sensacional, e o diferencial da Bad Plus é o metal, que eu particularmente adoro.
O outro é de um contrabaixista americano que vive no Brasil há mais de 40 anos, o Bruce Henri. Conheci agora no Programa do Jô. Bruce fez uma leitura de algumas obras de Heitor Villa-Lobos. Fenomenal. Já fui nas minhas fontes de mp3 e não encontrei nada, pelo menos ainda. Com o passar do tempo, dependendo da (in)disponibilidade de esse trabalho na internet, posso até parar para pensar em desembolsar algum dinheiro para comprar esse álbum. É um projeto para o futuro.
Para os que se interessaram, deixo alguns dados sobre Bruce Henri.



BIOGRAFIA

BRUCE HENRI, contrabaixista, cantor, e compositor nasceu em New York. Iniciou seus estudos musicais na Espanha. Estabelecido no Brasil desde os anos setenta, integrou os conjuntos de expressão vanguarda “Outcasts” e “Soma”, e tornou-se um dos músicos mais respeitados do Rio de Janeiro, tocando com os artistas Tom Jobim, Herbie Hancock, Harvie Mason, Gal Costa, Caetano Veloso, Fagner, Naná Vasconcelos, o grupo Uakti e muitos outros. Já viajou pelo Brasil, Europa, e Japão como músico de Leila Pinheiro, Quarteto em Cy, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, e com Fafá de Belém. Apresentou seu próprio trabalho nos festivais de Jazz de Montreux, Avignon, Zurich, Lausanne, além de Nova Iorque, Buenos Aires, Lisboa, e capitais do Brasil, deixando entrevistas em programas de televisão, (quatro vezes no Jô Soares, Hebe Camargo, Gema Brasil, TV Cultura, Leda Nagle etc...)..

Músico requisitado por atrações de dança, já se apresentou junto com importantes artistas como Carlinhos de Jesus, Steven Harper, Jimmy Slyde, Brenda Buffalino e o American Tap Orchestra, Van “The Man” Porter, e Backaari Wilder. BRUCE HENRI produziu e dirigiu o espetáculo flip, flop & fly!, um espetáculo mix-midia embalado por um amplo leque de meios de expressão cênica incluindo balé, sapateado, música, acrobacia, rap, e poesia. Fez estréia no Teatro Municipal de Niterói em 2003 para depois lotar o Teatro do Jóquei, e se apresentar no programa do Jô Soares, além do circuito de festivais de dança.

Chamado de "símbolo do jazz" por um entusiasmado crítico, Bruce Henri conseguiu, contudo moldar sua formação eclética num estilo próprio lançando três CDs: "BRUCE HENRY", "EQUATORIAL BLUES" e "BÚZIOS LIVE". Um quarto CD “MAILBAG BLUES” foi lançado na Inglaterra em Novembro 2004, e aclamado com incomum entusiasmo pelos críticos Europeus.

Além de seu grupo com o qual se apresenta regularmente no Rio de Janeiro, BRUCE HENRI atua com o sapateador Steven Harper. Em duo eles encenam o espetáculo Um Baixo no Sapateiro, que desde sua formação há dez anos em 1997, já foi apresentado em todo o Brasil, Argentina, festivais de dança e de Jazz em Nova Iorque, e na Suíça, alem de várias vezes na Holanda e na França, programas de televisão e radio etc.

SOBRE A OBRA

BRUCE HENRI, contrabaixista, cantor, arranjador, e compositor, nasceu em Nova York, EUA, "antes da MTV e da TV em cores". Criado na Espanha onde, muito jovem, iniciou carreira de músico profissional, estabelecido no Rio de Janeiro desde os anos setenta, Bruce já morou na Bahia, Londres, Búzios, e São Francisco, mas é carioca. Durante anos trabalhou com Gil, Gal e outros baianos, Ney Matogrosso, Fafá de Belém, e Fagner (do Ceará), mas é carioca. É pontual nos compromissos, e respeita sinal fechado, mas é carioca. Chamado para participar de um tributo a Tom Jobim, junto com Herbie Hancock e outros músicos estrangeiros de renome internacional, o mestre da Bossa Nova, sabendo ser o contrabaixista também estrangeiro, virou-se para ele depois da primeira música para elogiar: "Mas você é brasileiro!", ao que Bruce prontamente respondeu: "Mestre, eu sou carioca"...

Os trabalhos autorais de BRUCE HENRI estão registrados desde a época do LP, e foram lançados 4 aclamados CDs, cada um com sua edição limitada esgotada antes dele descontinuar a distribuição "para não virar rotina", afinal de contas ele é carioca. Desde então, o inquieto artista tem criado, dirigido e participado de uma série de apresentações ecléticas, abraçando um amplo leque de meios de expressão cênica que inclui música, dança, sapateado, rap, e poesia, em contexto teatral, apresentados nos festivais de Jazz de Montreux, Avignon, Zurich, Amsterdam, Lausanne, Londres (St Martin in the Fields), além de New York, Buenos Aires, Lisboa e várias capitais do Brasil, deixando pelo caminho um rastro de entrevistas nos principais programas de televisão e rádio.

Passada mais de uma década sem gravar um disco próprio, período durante o qual tem se consagrado como produtor de espetáculos e diretor musical, BRUCE HENRI agora apresenta VILLA'S VOZ, uma homenagem contemporânea à imortalidade da obra de Heitor Villa-Lobos, permeada por inovadoras divagações harmônicas, pela rica rítmica brasileira, e por improvisos dos talentosos músicos que participaram das sessões. Além do CD, lançado em 2009 pela Delira Música, no palco VILLA'S VOZ é um recital multimídia, no qual os músicos interagem com um video-cenário de imagens e vídeo-dança, contando com a participação de veejays e solistas convidados. O resultado é um erudito jazzístico, lírico e elegante, digno do Maestro Villa-Lobos

quinta-feira, julho 16, 2009

Férias.
Mais um tempo sem postar. Entre hiatos indefinidos, vou tentando levar meu blog adiante, e quem sabe um dia, dou a ele um destino promissor, que para os blogs, nada mais é do que ser atualizado periodicamente e visitado constantemente.
Férias em Guarabira é na verdade antiférias, às vezes você reza pra ter aula. Mas não, as amizades e ambientes culturais estão, por vezes, tão aquém - ou além - da faculdade, que nem isso, ou como diria o Amarante: Nem sempre.
Por algum motivo que desconheço, estou, agora nas férias, acordando cedo, e se eu não insistisse em continuar dormindo, estaria de pé antes das 9.
Estou colocando em dia umas leituras e uns filmes e o projeto Campos de Morango. Bem, como todo bom blogueiro, peço a vocês que visitem e divulguem.

quarta-feira, maio 06, 2009




Pra quem ainda não conhece, sugiro o blog do escritor Antônio Prata. O link já estava aqui nos meus favoritos, e inclusive já postei um texto dele aqui no blog. Mas nunca é demais relembrar. O link para ler o filho do Mário Prata é http://blog.estadao.com.br/blog/antonioprata/
Essa insônia ainda vai me prejudicar... Obviamente que dizer isso somente não resolve nada. Já perdi a conta dos dias-ou noites- que "passei direto", e fui à Faculdade sem dormir. Hoje foi um dia desses. Deu três horas, não consegui dormir, pensei "ah, foda-se, vou passar direto, pelo menos tô estudando"... e lá se vai uma noite de sono, e, com isso, uns milhares de neurônios. Claro que perco muita coisa no outro dia: concentração, paciência, reflexo, senso de humor, criatividade, e por aí vai...
Já pensei em ir a esses médicos do sono, mas acho que o tratamento vai durar um bocado. Pelo menos se for como o de alergia, que já fiz: semanas e semanas de vacininhas perto do cotovelo (cotovelo mesmo, no braço), sem nenhuma garantia de cura, melhora, nada... Não me deu muito lucro, já pro médico, que vendia as próprias vacinas na clínica...
A ciência as vezes me decepciona... fiz o teste de alergia, aquele dos furinhos, e o resultado foi realmente impressionante: sou alérgico a arroz, batata, peixe, frango... coisas que como todos os dias. Ou o teste estava errado, ou desenvolvi uma imunidade fora do comum que com esse recente lançamento do filme X-Men Origins: Wolverine, dúvidas me surgiram quanto à minha condição de humano. Enfim...
É, o post não foi muito produtivo. Escrever sobre minhas mazelas não interessa nem mesmo a mim, quanto mais aos prováveis dois ou três leitores do blog. Mas, pelo menos dessa vez, posso colocar a culpa no sono...

sexta-feira, maio 01, 2009


João Pessoa anda com uma programação cultural invejável! Além do Projeto Seis e Meia, que acontece toda quarta no Mag Shopping, que semana passada contou com o Cananga Trio(jazz) abrindo o show de Jessier Quirino - excelente, como não poderia deixar de ser - a cidade anda muito agitada.
Hoje começou o 4º Cineport, o maior festival de cinema de países de língua portuguesa. Infelizmente não poderei ir. A faculdade, além de atrapalhar meus estudos, atrapalha meu enriquecimento cultural... mas só as vezes. O festival vai até 10 de maio.
Hoje também tem Mombojó e Cabruêra, dia 9 tem show de Chico César e dia 10 de Ney Matogrosso.

É, realmente cometi uma injustiça ao dizer que faculdade atrapalha meu enriquecimento cultural. Alguns professores e alunos (não de direito), organizaram um clube de cinema. Toda terça tem filme bom na nova sala de áudio e vídeo. Essa última terça não pude ir, e talvez não poderei ir também nessa próxima, mas com certeza, quando tiver uma vaga, irei assistir e conhecer o pessoal.

Ah... hoje também tem peça de teatro em aqui... Branca de cauvão e as sete branquinhas, se não me engano. Biuzinha Priqui e suas colegas aprontam pra valer com muito palavrão e baixaria de quinta. Digo que é baixaria de quinta, porque tem a baixaria de primeira. Há algumas semanas teve outra peça dessa rapaziada aqui, fui assistir, confesso, mas fui pensando que apesar dos palavrões seria, no mínimo, engraçado. Nem engraçado é. Eu só ri em um momento, que foi quando eu me perguntei o que tava fazendo ali. Mas a noite valeu, depois fomos - eu e os amigos - a um barzinho colocar as conversar em dia. O teatro (sic!) de Guarabira ta merecendo uma demolição. Acústica horrível, do lado de uma rua(vez por outra passa um carro com o sonzão ligado) e um calor infernal.

Ano que vem me programo pra ir ao 5º Cineport.

O site do evento é http://www.festivalcineport.com/
Não incentivando a pirataria, mas apenas dando uma dica de busca para os amantes do cinema desempregados, assim como eu, sugiro o site Making Off, que conta com um invejável acervo de filmes para download.
Além de filmes de grandes diretores de todos os lugares e épocas, o site conta com muitos documentários.

O endereço é http://www.makingoff.org/

Simplesmente imperdível!
Tentando voltar ao blog.
Vamos que vamos...

segunda-feira, junho 09, 2008


A primeira recomendação não poderia ser diferente: Novo manual de ciência política. Ótimo livro com artigos sobre ciência política, abordando o pensamento de Aristóteles, Maquiavel, Jean Bodin, Espinosa, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau, Aléxis de Tocqueville, Karl Marx, Engels, Gramsci, Hannah Arendt, Raymond Aron, Foucault, Carl Schmitt, Claude Lefort e Habermas.
Além dos artigos de ótima qualidade, dos vinte escritores do manual - que já é uma referência em todo o Brasil - treze são nordestinos, o que nos dignifica e prova que o nordeste produz ciência política, e produz com qualidade.
O Estudo dos clássicos é de fundamental importância para se compreender o Estado de Direito, e o próprio Direito. A ciência política e a filosofia são peças essenciais para, além de entender, modificar a história. Prender-se ao positivismo dogmático é de um utilitarismo e de uma limitação absurda. O estudo dos conflitos sociais, da imposição do poder e da sua manutenção é, repito, de fundamental importância, além de interessantíssimo.
Os autores são: Agassiz Almeida Filho, Alberto Ribeiro G. de Barros, Alexandre José Paiva da Silva Melo, Ana Montoia, Armando Albuquerque de Oliveira, Delamar José Volpato Dutra, Edson Peixoto Vasconcelos, Eduardo Carlos Bianca Bittar, Enoque Feitosa, Ernesto Pimentel Filho, Fábio Henrique Sousa, Fernando Magalhães, Francisco Bilac Moreira Pinto Filho, José Nedel, Jorge Fernando Hermida, Luciano Albino, Luciano Oliveira, Maria Fátima Simões Francisco, Marilena Chauí, Osvaldo Coggiola e Vinícius Soares de Campos Barros.
Meses sem postar... novamente meus três ou dois leitores já devem ter desistido de acompanhar o blog.
Essa semana foi muito produtiva, a começar com o lançamento do livro Novo manuel de ciência política, organizado pelos professores Agassiz Filho e Vinícius Barros. Foi ótimo o evento, encontrei amigos, professores, conheci o Agassiz Almeida, uma verdadeira figuraça, comi salgadinhos, tomei whisky e ainda ganhei o livro A ditadura dos Generais, de Agassiz Almeida. Só isso já faria minha semana ter sido sensacional.
Na sexta-feira, o meu amigo Luis Elias defendeu sua monografia, O estado de exceção em Carl Schmitt, que foi ovacionado pela banca, e tirou a nota máxima, como não poderia deixar de ser. Depois foi a comemoração. Mais whisky e um papo agradabilíssimo até a noite.

Estou pensando em colocar no blog, de vez em quando, uma recomendação de algo que estou lendo, ouvindo ou assistindo.

Por hora é só... espero não passar mais algumas semanas antes de escrever novamente...

sábado, abril 26, 2008


Assisti ontem ao show "Inclassificáveis" do Ney Matogrosso, no Canal Brasil. Como já havia comentado com o colega Elias, Ney é um dos únicos músicos da atualidade no Brasil que levam faz algo de qualidade. Esse show é prova disso. Além da voz em ótima forma, e seu físico também, toda a estrutura estética do show chama muito a atenção. O próprio palco e, claro, o figurino.
Certa vez ele disse que sempre será transgressor, e realmente o é. Porém, em uma entrevista, disse que a caracterização para esse espetáculo nada tem que ver com o que ele fez no Secos & Molhados, é algo totalmente novo e atual. Para o hoje.
E sem falar, lógico, do repertório. Na sua turnê anterior, contava com quatro violões. Agora, com uma banda sensacional, com uma guitarra bem ativa e até um DJ. Ele canta algumas músicas do Cazuza, inclusive uma inédita, uma extraordinário de Pedro Luiz e outras também maravilhosas.
São poucos os artistas brasileiros que me fazem ficar ansioso por material novo. Ney me faz ansioso duplamente, sempre com algo inesperado e genial.

domingo, abril 20, 2008

Há problema em achar que as pessoas não se contradizem??

Há problema, sim, em querer que as pessoas achem que você é intelectual.

segunda-feira, abril 07, 2008


Um dos pintores que mais me identifico é Edward Hopper. Essa pintura, Automat (1927), tem muito a ver comigo. Interessante notar que só com a iluminação se sente a solidão nos seus quadros. Ou isso, ou somente os sós conseguem retratar e ver a solidão. Se for isso, já sei porque gosto tanto de Hopper.

segunda-feira, março 31, 2008


Eu conheci (não pessoalmente) Guillermo Arriaga ano passado no especial do Roda Viva com os escritores participantes da FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty - e estava esperando o momento oportuno para comprar um livro do escritor mexicano, e a recém-encerrada promoção de frete grátis e meu bônus de R$30,00 na Saraiva se mostraram providenciais.
Ele foi o roteirista do filme Babel, que ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, e foi indicado a vários outros, inclusive o de melhor roteiro original.
O livro que comprei foi O Búfalo da Noite, que também virou filme. O romance fala de triângulo amoroso, à beira da loucura, da morte, da destruição, segundo a sinopse do site da Saraiva.
O último romance que li foi O diário do farol, de João Ubaldo Ribeiro, livro esse que meu professor de Introdução ao Direito e de Ética sempre cita nas suas literárias aulas. Acho ótimo essa comunicação do Jurídico com o literário, o poético, o artístico, enfim.
Vocês acreditam que um colega já chegou pra mim e disse: "Hooomi, perca tempo lendo esses negócios não, você num vai ganhar dinheiro nem comer ninguém com isso."
Mas fazer o que? Pra mim o Direito que veio depois, a culpa é dele. Aí percebi que o grande problema é que querem tirar a poesia do Direito, e acabam colocando o Direito na poesia. Ora por odiar o Direito, ora por odiar a poesia. O que dá, no fim das contas, é um direito sem graça, e uma paixão sem direitos . Como disse, adoro essas interrelações culturais.