quarta-feira, novembro 03, 2010

Vida de Che Guevara foi adaptada para os quadrinhos

HQ Che: Una Biografía Gráfica, escrita por Sid Jacobson e ilustrada por Ernie Colón, retoma a trajetória do revolucionário argentino
Fonte: Revista Rolling Stone

A vida de Ernesto "Che" Guevara será retratada mais uma vez no mundo dos quadrinhos. Che: Una Biografía Gráfica narra a saga do revolucionário em nove capítulos, partindo de sua infância e culminando na sua morte, aos 39 anos, passando por sua famosa viagem de motocicleta e o período que esteve em Cuba. A HQ escrita por Sid Jacobson e ilustrada por Ernie Colón foi publicada em espanhol e tem como base os diários do argentino.

A trajetória de Che Guevara já foi tema de diversas obras. Algumas das mais conhecidas são os filmes Diários de Motocicleta (2004, do cineasta brasileiro Walter Salles), protagonizado por Gael Garcia Bernal e baseado nos textos do próprio guerrilheiro, e Che (2008), produção dividida em duas partes dirigida por Steven Soderbergh. Neste último, Benicio Del Toro interpretou Che Guevara.

terça-feira, novembro 02, 2010

Helter Skelter!

Uma das minhas saudades do Ensino Fundamental, no Colégio da Luz, com certeza é devido às aulas de xadrez que tínhamos. Era opcional, mas sempre tive vontade de aprender e já que estava à disposição. E quando aprendi viciei: jogava todo dia, quase o dia todo, pela internet, na rua com amigos, na casa de amigos, enfim, minha vida virou uma batalha entre exércitos. Na mesma época conheci um professor de João Pessoa, que organizou aqui em Guarabira alguns torneios. Logicamente, participava de todos. Minha melhor colocação foi um terceiro lugar em um torneio de veteranos, que inicialmente estava organizado para ter um torneio de veteranos e um de "juniores", mas devido à falta de gente, fizeram um só.
Pois bem, as aulas de xadrez eram como deveriam ser: em uma sala própria, piso com carpete, música ambiente, um tabuleiro para cada par de alunos, lousa, enfim, ótima estrutura. E em cada uma das quatro paredes da sala, o professor colocou um quadro. No início não me chamaram a atenção, mas quando ficava esperando o meu oponente dar seu lance, por vezes minha vista caiu nesses quadros. Um, inclusive, era uma foto do tórax desnudo de uma mulher, pintado e, forma de um rosto de mulher. Até aí, só uma surpresa, afinal de contas, a idade dos alunos era 12, 13 anos. Em outra vez olhei para outro quadro que tinha um bebê gigante chorando formando um rio, com um sujeito em um barquinho remando. Ao olhar mais detidamente, percebi que aquele cidadão que estava no barquinho não me era estranho. E depois de um tempo percebi que se tratava de Paul McCartney. Primeira reação: Oxente! Será alguma referência a Cry Baby Cry?
Foi aí que fui perguntar ao professor do que se tratava, e ele me falou que esses quadros era,m cada um, uma referência a uma música dos Beatles. Hm... então esse era Cry Baby Cry mesmo, do Álbum Branco... Outro era Lucy in the Sky with Diamonds... Pesquisei na internet, na época, e consegui entrar no site do pintor/ilustrador desses quadros. Mandei imprimir, e coloquei em uma moldura no meu quarto, junto com outras molduras dos Beatles.
Agora, há poucos dias, lembrei-me desses episódios, e fui pesquisar novamente sobre esses quadros. São de autoria do britânico Alan Aldridge, que fez um livro chamando Bealtes Illustrated Song Lyrics, que ter sido a fonte desses meus quadros. Nos anos 60 e 70 ele fez capas de vários álguns, inclusive um de Elton John, o Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, de 1975.
Há algumas coisas sobre ele na internet, inclusive no seu site http://www.alanaldridge.net/. Outro site que tem algumas obras http://www.revelinnewyork.com/blog/10/23/2009/alan-aldridge-artist.

domingo, outubro 31, 2010

Recebi em casa, pelos Correios, uma correspondência que iria para o lixo, como todas as malas diretas, sem sequer abrir. Mas, antes disso, li no envelope que se tratava de uma ONG chamada Pintores com a boca e os pés. Enfim, causa nobre, abri. Minha surpresa, ao ler o texto, foi superada em muito depois que vi seis cartões de natal, com temas pintados por pessoas portadores de alguma deficiência, de modo que foram pintadas com a boca ou com os pés. Lindas as telas. Belo, também, o trabalho dessa ONG. Ajudar por ajudar também pode ser válido, mas ajudar quem quer ser útil apesar das dificuldades de toda sorte, é mais que ajudar, é reconhecer um esforço e a força de vontade. E as telas são lindas, diga-se de passagem. Junto com os cartões veio um boleto para doação, um preço muito pequeno, por sinal. Ao visitar o site da ONG, ví que eles também pintam para calendários, brindes, etc. Para quem quer conhecer, vale visitar o site http://www.apbp.com.br/

sexta-feira, outubro 29, 2010

Antes tarde que nunca. Mas só estou divulgado agora em cima da hora porque também só há pouco retomei o blog. Então, já me sinto perdoado.



O Centro Acadêmico de Direito “Prof. Antonio Cavalcante da Costa Neto” - CADI, vem propor a realização da I congresso Jurídico do Centro de Humanidades, tendo como tema: “DIREITO PÚBLICO CONTEMPORÂNEO: NOVOS DESAFIOS”.

Compreendendo a universidade como um espaço privilegiado para a discussão e para a produção científica, o CADI propõe uma estrutura de evento que possa abrir o espaço para o incentivo à publicação de trabalho que tratem do tema central através dos Grupos de Trabalho e Oficinas a serem oferecidos no encontro.

Site do evento: http://conjurch.blogspot.com/

quinta-feira, outubro 28, 2010

Em João Pessoa, no último dia 10, a ação de criminosos ceifou a vida de um cidadão. Quando saía do estacionamento do Manaíra Shopping ao término de uma festa, fora assassinado dentro do carro ao lado de sua namorada. Sobre o acontecimento, o grande Poeta Wagneer Pessoa fez uns versos de arrepiar até a unha.


Reze para não morrer de repente
Na próxima esquina que cruzar
As vítimas do descaso latente
Atiram e matam para se justificar
De que adiantam flores após matar
Flores mortas não são realidade
São fantasias de uma triste sociedade
Que mantém presos os inocentes
Próprios carcerários indecentes
Que perfazem caminhos sem liberdade

Wagneer Pessoa
A Revista Piauí lançou duas ótimas matérias sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Para quem tem curiosidade de saber como funciona o "social" da nossa Corte Constitucional, ou para quem quer saber como ocorreram algumas das indicações de Ministros, algumas curiosidades ou a própria relação entre os onze, é uma ótima oportunidade.
Mesmo para quem acompanha o dia a dia do Supremo na TV Justiça e nos noticiários, ainda assim, irá ter algumas surpresas, como o foi, ao menos pra mim, o processo de indicação do último ministro, o Dias Toffoli, na minha opinião um dos maiores equívocos do Presidente Lula, enfim... pensava eu que fora o velho José Dirceu que o indicara, mas, não... No mais, uma das melhores passagens é o encontro do Ministro Marco Aurélio com um jornalista no elevador privativo dos ministros.

Alguns amigos me sugeriram o livro do Saulo Ramos, O Código da Vida, que traz algumas polêmicas e revelações sobre, inclusive, o STF. Não li, talvez depois da monografia eu ponha em dia essas leituras.



Matérias:

Data Vênia, o Supremo - (parte 1)
O Supremo, quosque tandem - (parte 2)

quarta-feira, outubro 27, 2010

Recomendo a todos, estudantes de direito ou não, mas necessariamente amantes de literatura, o programa Direito & Literatura, apresentado pelo grande Prof. Dr. Lênio Streck.
O último programa que assisti foi sobre O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago, uma das minhas leituras favoritas. Com uma professora de Direito e outra de Literatura, a conversa passeava por várias outras obras do autor e de outros escritores.
Streck faz uma mediação fabulosa, levantando questões e observações sobre as relações entre dois mundos que para muitos parecem incomunicáveis, mas que, pelo menos pra mim, são indissociáveis, que é o mundo literário e o mundo jurista, que acho que, na verdade, não se trata nem de dois mundos, mas dois estados, vizinhos, como Paraíba e Rio Grande do Norte, onde não se sabe precisamente onde acaba um e termina o outro.
Na maioria das Universidades, o curso de Direito faz parte do Centro de Ciências Jurídicas. O nosso curso de Direito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Campus III, há não muito tempo, dependia de tudo administrativamente do Campus I em Campina Grande, não tendo, assim, um departamento próprio. Por isso fazia parte do Centro de Humanidades daqui de Guarabira. Depois passou a ter autonomia mas não há um CCJ, continuando, assim, ainda sendo parte do Centro de Humanidades, que também fazem parte os cursos de Letras, História, Geografia e Pedagogia.Na minha opinião, nada mais justo.
Para fechar, utilizo-me, para uma reflexão, das palavras do grande professor português Castanheira Neves, para os que possam, por ventura, pensar contrário:

"A função judicial não será nunca independente, se o não quiser responsavelmente ser; dificilmente deixará de sê-lo - até porque potencia a organização das condições favoráveis - se quiser assumir-se como tal. E para isso é sem dúvida indispensável que a função judicial não abdique nunca do seu mesmo dever comunitário, que não aceite degradar-se a mera função burocrática que 'despacha processos', reduzindo-se a um simples 'serviço-público', pronto a homologar e a dar execução a todos e quaisquer ditames do poder."

Todos os programas estão à disposição no site http://www.unisinos.br/direitoeliteratura/

Mombojó

Mombojó tocou em João Pessoa no último dia 22. Infelizmente não pude ir. Conheci essa banda pernambucana há album tempo, quando comprei a Revista Outracoisa, que além de ter matérias interessantíssimas, ainda vinha de "brinde" com um cd de uma banda independente. Pois bem, em um número da revista, veio o cd do Mombojó, o Nadadenovo.
Essa foto foi tirada no show de João Pessoa.
O som da banda é uma inteligente e elegante mistura de rock, manguebeat ,jazz e outras coisas. Não sei se o primeiro álbum está a disposição para download (oficialmente), mas sei que os dois outros álbuns da banda Homem Espuma e Amigo do Tempo, estão para quem quiser baixar no próprio site da banda http://www.mombojo.com.br/
Naturalmente, mais que recomendado. Abaixo segue o último clipe, da músia Papapa, do último cd.

terça-feira, outubro 26, 2010

Macaco Bong


E para coroar o reinício, o post será sobre uma banda que conheci há pouco tempo: A mato-grossense Macaco Bong, power trio de rock instrumental simplesmente sensacional. Zapeando a TV, dei uma passada na SESC TV, que me fez jogar o controle remoto em local remoto ao ouvir uma apresentação ao vivo da música Bananas for you all. Como disse o próprio guitarrista, apesar de não ter letra, há "algo" que canta na banda, e esse algo é a guitarra.
Falaram do processo de composição, que ocorre em jams, improvisando em cima de algo como temas, o que me fez lembrar inclusive como Pink Floyd compunha no Wish You Were Here, não querendo, obviamente, comparar as duas bandas.
Ao pesquisar na internet fiquei surpreso e feliz ao saber que o disco Artista Igual a Pedreiro está a disposição para download gratuito no site da TramaVirtual. Vale muito a pena conferir o som dos caras, para quem gosta de rock instrumental http://tramavirtual.uol.com.br/macaco_bong .
Tentando retomar esta budega!

domingo, julho 26, 2009

'Sarney é a ponta de um iceberg chamado Maranhão'


Primeira manifestação pública de Jackson Lago (PDT) depois de ter sido afastado pela Justiça do governo do Maranhão e substituído por Roseana Sarney (PMDB):

"O verdadeiro ato secreto é o Maranhão. Aqui, não são os parentes que são nomeados para os cargos, são os cargos que são criados para os parentes.

As instituições têm dono. Nomeiam-se tribunais, fóruns, assembléias, câmaras e até cidade com o sobrenome Sarney.

Aqui, o presidente Lula jamais inaugurou uma obra.

Aqui, o governador eleito pelo povo não indicou ou nomeou quem quer que seja para um único cargo federal.

Aqui, o golpe de 64 ainda não acabou. O estafeta dos generais, o fiador do golpe é o seu testamentário.

Aqui, parentes presidem o Tribunal Eleitoral. O Tribunal de Contas intimida prefeitos com o nome da governadora em sua fachada. Uma máquina de mentiras controla os meios de comunicação para atacar e difamar os adversários.

A Justiça vergonhosamente curvou-se para cassar a soberana vontade do povo maranhense.

Sem cargo público, sem mandato, fui acusado de abuso de poder econômico e de mídia. Décadas de luta, de sangue, de construção de uma alternativa democrática, foram surrupiadas por quatro votos.

A Constituição foi rasgada para dar posse ao perdedor.

Que o Brasil não se iluda. Sarney é apenas a ponta de um iceberg chamado Maranhão.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/26/sarney-a-ponta-de-um-iceberg-chamado-maranhao-208469.asp

sábado, julho 25, 2009

Já disse uma vez nesse blog que não me lembro da última vez que comprei um CD. Adepto da campanha "Contra burguês, baixe mp3", faço da minha coleção de músicas virtuais um dos meus orgulhos, com mais de 6.600 mp3's.
Pois bem, mesmo com gravadores fechando sites com discografias inteiras, comunidades do orkut com uma organização de dar inveja a muitas lojas de CD's, com índices sistematizados e tudo o mais, mesmo reportagens veiculadas vez ou outra em telejornais de alguns adolescentes presos por compartilhar músicas, são poucos os materiais que não consigo encontrar na rede mundial.
Dentre esses, há dois que estou cansando de procurar e começando a pensar seriamente em comprar. O primeiro é da Happy Apple, uma banda de jazz norteamericana, que é um projeto paralelo do baterista da banda The Bad Plus, David King. O quarteto é sensacional, e o diferencial da Bad Plus é o metal, que eu particularmente adoro.
O outro é de um contrabaixista americano que vive no Brasil há mais de 40 anos, o Bruce Henri. Conheci agora no Programa do Jô. Bruce fez uma leitura de algumas obras de Heitor Villa-Lobos. Fenomenal. Já fui nas minhas fontes de mp3 e não encontrei nada, pelo menos ainda. Com o passar do tempo, dependendo da (in)disponibilidade de esse trabalho na internet, posso até parar para pensar em desembolsar algum dinheiro para comprar esse álbum. É um projeto para o futuro.
Para os que se interessaram, deixo alguns dados sobre Bruce Henri.



BIOGRAFIA

BRUCE HENRI, contrabaixista, cantor, e compositor nasceu em New York. Iniciou seus estudos musicais na Espanha. Estabelecido no Brasil desde os anos setenta, integrou os conjuntos de expressão vanguarda “Outcasts” e “Soma”, e tornou-se um dos músicos mais respeitados do Rio de Janeiro, tocando com os artistas Tom Jobim, Herbie Hancock, Harvie Mason, Gal Costa, Caetano Veloso, Fagner, Naná Vasconcelos, o grupo Uakti e muitos outros. Já viajou pelo Brasil, Europa, e Japão como músico de Leila Pinheiro, Quarteto em Cy, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, e com Fafá de Belém. Apresentou seu próprio trabalho nos festivais de Jazz de Montreux, Avignon, Zurich, Lausanne, além de Nova Iorque, Buenos Aires, Lisboa, e capitais do Brasil, deixando entrevistas em programas de televisão, (quatro vezes no Jô Soares, Hebe Camargo, Gema Brasil, TV Cultura, Leda Nagle etc...)..

Músico requisitado por atrações de dança, já se apresentou junto com importantes artistas como Carlinhos de Jesus, Steven Harper, Jimmy Slyde, Brenda Buffalino e o American Tap Orchestra, Van “The Man” Porter, e Backaari Wilder. BRUCE HENRI produziu e dirigiu o espetáculo flip, flop & fly!, um espetáculo mix-midia embalado por um amplo leque de meios de expressão cênica incluindo balé, sapateado, música, acrobacia, rap, e poesia. Fez estréia no Teatro Municipal de Niterói em 2003 para depois lotar o Teatro do Jóquei, e se apresentar no programa do Jô Soares, além do circuito de festivais de dança.

Chamado de "símbolo do jazz" por um entusiasmado crítico, Bruce Henri conseguiu, contudo moldar sua formação eclética num estilo próprio lançando três CDs: "BRUCE HENRY", "EQUATORIAL BLUES" e "BÚZIOS LIVE". Um quarto CD “MAILBAG BLUES” foi lançado na Inglaterra em Novembro 2004, e aclamado com incomum entusiasmo pelos críticos Europeus.

Além de seu grupo com o qual se apresenta regularmente no Rio de Janeiro, BRUCE HENRI atua com o sapateador Steven Harper. Em duo eles encenam o espetáculo Um Baixo no Sapateiro, que desde sua formação há dez anos em 1997, já foi apresentado em todo o Brasil, Argentina, festivais de dança e de Jazz em Nova Iorque, e na Suíça, alem de várias vezes na Holanda e na França, programas de televisão e radio etc.

SOBRE A OBRA

BRUCE HENRI, contrabaixista, cantor, arranjador, e compositor, nasceu em Nova York, EUA, "antes da MTV e da TV em cores". Criado na Espanha onde, muito jovem, iniciou carreira de músico profissional, estabelecido no Rio de Janeiro desde os anos setenta, Bruce já morou na Bahia, Londres, Búzios, e São Francisco, mas é carioca. Durante anos trabalhou com Gil, Gal e outros baianos, Ney Matogrosso, Fafá de Belém, e Fagner (do Ceará), mas é carioca. É pontual nos compromissos, e respeita sinal fechado, mas é carioca. Chamado para participar de um tributo a Tom Jobim, junto com Herbie Hancock e outros músicos estrangeiros de renome internacional, o mestre da Bossa Nova, sabendo ser o contrabaixista também estrangeiro, virou-se para ele depois da primeira música para elogiar: "Mas você é brasileiro!", ao que Bruce prontamente respondeu: "Mestre, eu sou carioca"...

Os trabalhos autorais de BRUCE HENRI estão registrados desde a época do LP, e foram lançados 4 aclamados CDs, cada um com sua edição limitada esgotada antes dele descontinuar a distribuição "para não virar rotina", afinal de contas ele é carioca. Desde então, o inquieto artista tem criado, dirigido e participado de uma série de apresentações ecléticas, abraçando um amplo leque de meios de expressão cênica que inclui música, dança, sapateado, rap, e poesia, em contexto teatral, apresentados nos festivais de Jazz de Montreux, Avignon, Zurich, Amsterdam, Lausanne, Londres (St Martin in the Fields), além de New York, Buenos Aires, Lisboa e várias capitais do Brasil, deixando pelo caminho um rastro de entrevistas nos principais programas de televisão e rádio.

Passada mais de uma década sem gravar um disco próprio, período durante o qual tem se consagrado como produtor de espetáculos e diretor musical, BRUCE HENRI agora apresenta VILLA'S VOZ, uma homenagem contemporânea à imortalidade da obra de Heitor Villa-Lobos, permeada por inovadoras divagações harmônicas, pela rica rítmica brasileira, e por improvisos dos talentosos músicos que participaram das sessões. Além do CD, lançado em 2009 pela Delira Música, no palco VILLA'S VOZ é um recital multimídia, no qual os músicos interagem com um video-cenário de imagens e vídeo-dança, contando com a participação de veejays e solistas convidados. O resultado é um erudito jazzístico, lírico e elegante, digno do Maestro Villa-Lobos

quinta-feira, julho 16, 2009

Férias.
Mais um tempo sem postar. Entre hiatos indefinidos, vou tentando levar meu blog adiante, e quem sabe um dia, dou a ele um destino promissor, que para os blogs, nada mais é do que ser atualizado periodicamente e visitado constantemente.
Férias em Guarabira é na verdade antiférias, às vezes você reza pra ter aula. Mas não, as amizades e ambientes culturais estão, por vezes, tão aquém - ou além - da faculdade, que nem isso, ou como diria o Amarante: Nem sempre.
Por algum motivo que desconheço, estou, agora nas férias, acordando cedo, e se eu não insistisse em continuar dormindo, estaria de pé antes das 9.
Estou colocando em dia umas leituras e uns filmes e o projeto Campos de Morango. Bem, como todo bom blogueiro, peço a vocês que visitem e divulguem.

quarta-feira, maio 06, 2009




Pra quem ainda não conhece, sugiro o blog do escritor Antônio Prata. O link já estava aqui nos meus favoritos, e inclusive já postei um texto dele aqui no blog. Mas nunca é demais relembrar. O link para ler o filho do Mário Prata é http://blog.estadao.com.br/blog/antonioprata/
Essa insônia ainda vai me prejudicar... Obviamente que dizer isso somente não resolve nada. Já perdi a conta dos dias-ou noites- que "passei direto", e fui à Faculdade sem dormir. Hoje foi um dia desses. Deu três horas, não consegui dormir, pensei "ah, foda-se, vou passar direto, pelo menos tô estudando"... e lá se vai uma noite de sono, e, com isso, uns milhares de neurônios. Claro que perco muita coisa no outro dia: concentração, paciência, reflexo, senso de humor, criatividade, e por aí vai...
Já pensei em ir a esses médicos do sono, mas acho que o tratamento vai durar um bocado. Pelo menos se for como o de alergia, que já fiz: semanas e semanas de vacininhas perto do cotovelo (cotovelo mesmo, no braço), sem nenhuma garantia de cura, melhora, nada... Não me deu muito lucro, já pro médico, que vendia as próprias vacinas na clínica...
A ciência as vezes me decepciona... fiz o teste de alergia, aquele dos furinhos, e o resultado foi realmente impressionante: sou alérgico a arroz, batata, peixe, frango... coisas que como todos os dias. Ou o teste estava errado, ou desenvolvi uma imunidade fora do comum que com esse recente lançamento do filme X-Men Origins: Wolverine, dúvidas me surgiram quanto à minha condição de humano. Enfim...
É, o post não foi muito produtivo. Escrever sobre minhas mazelas não interessa nem mesmo a mim, quanto mais aos prováveis dois ou três leitores do blog. Mas, pelo menos dessa vez, posso colocar a culpa no sono...

sexta-feira, maio 01, 2009


João Pessoa anda com uma programação cultural invejável! Além do Projeto Seis e Meia, que acontece toda quarta no Mag Shopping, que semana passada contou com o Cananga Trio(jazz) abrindo o show de Jessier Quirino - excelente, como não poderia deixar de ser - a cidade anda muito agitada.
Hoje começou o 4º Cineport, o maior festival de cinema de países de língua portuguesa. Infelizmente não poderei ir. A faculdade, além de atrapalhar meus estudos, atrapalha meu enriquecimento cultural... mas só as vezes. O festival vai até 10 de maio.
Hoje também tem Mombojó e Cabruêra, dia 9 tem show de Chico César e dia 10 de Ney Matogrosso.

É, realmente cometi uma injustiça ao dizer que faculdade atrapalha meu enriquecimento cultural. Alguns professores e alunos (não de direito), organizaram um clube de cinema. Toda terça tem filme bom na nova sala de áudio e vídeo. Essa última terça não pude ir, e talvez não poderei ir também nessa próxima, mas com certeza, quando tiver uma vaga, irei assistir e conhecer o pessoal.

Ah... hoje também tem peça de teatro em aqui... Branca de cauvão e as sete branquinhas, se não me engano. Biuzinha Priqui e suas colegas aprontam pra valer com muito palavrão e baixaria de quinta. Digo que é baixaria de quinta, porque tem a baixaria de primeira. Há algumas semanas teve outra peça dessa rapaziada aqui, fui assistir, confesso, mas fui pensando que apesar dos palavrões seria, no mínimo, engraçado. Nem engraçado é. Eu só ri em um momento, que foi quando eu me perguntei o que tava fazendo ali. Mas a noite valeu, depois fomos - eu e os amigos - a um barzinho colocar as conversar em dia. O teatro (sic!) de Guarabira ta merecendo uma demolição. Acústica horrível, do lado de uma rua(vez por outra passa um carro com o sonzão ligado) e um calor infernal.

Ano que vem me programo pra ir ao 5º Cineport.

O site do evento é http://www.festivalcineport.com/
Não incentivando a pirataria, mas apenas dando uma dica de busca para os amantes do cinema desempregados, assim como eu, sugiro o site Making Off, que conta com um invejável acervo de filmes para download.
Além de filmes de grandes diretores de todos os lugares e épocas, o site conta com muitos documentários.

O endereço é http://www.makingoff.org/

Simplesmente imperdível!
Tentando voltar ao blog.
Vamos que vamos...

segunda-feira, junho 09, 2008


A primeira recomendação não poderia ser diferente: Novo manual de ciência política. Ótimo livro com artigos sobre ciência política, abordando o pensamento de Aristóteles, Maquiavel, Jean Bodin, Espinosa, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau, Aléxis de Tocqueville, Karl Marx, Engels, Gramsci, Hannah Arendt, Raymond Aron, Foucault, Carl Schmitt, Claude Lefort e Habermas.
Além dos artigos de ótima qualidade, dos vinte escritores do manual - que já é uma referência em todo o Brasil - treze são nordestinos, o que nos dignifica e prova que o nordeste produz ciência política, e produz com qualidade.
O Estudo dos clássicos é de fundamental importância para se compreender o Estado de Direito, e o próprio Direito. A ciência política e a filosofia são peças essenciais para, além de entender, modificar a história. Prender-se ao positivismo dogmático é de um utilitarismo e de uma limitação absurda. O estudo dos conflitos sociais, da imposição do poder e da sua manutenção é, repito, de fundamental importância, além de interessantíssimo.
Os autores são: Agassiz Almeida Filho, Alberto Ribeiro G. de Barros, Alexandre José Paiva da Silva Melo, Ana Montoia, Armando Albuquerque de Oliveira, Delamar José Volpato Dutra, Edson Peixoto Vasconcelos, Eduardo Carlos Bianca Bittar, Enoque Feitosa, Ernesto Pimentel Filho, Fábio Henrique Sousa, Fernando Magalhães, Francisco Bilac Moreira Pinto Filho, José Nedel, Jorge Fernando Hermida, Luciano Albino, Luciano Oliveira, Maria Fátima Simões Francisco, Marilena Chauí, Osvaldo Coggiola e Vinícius Soares de Campos Barros.
Meses sem postar... novamente meus três ou dois leitores já devem ter desistido de acompanhar o blog.
Essa semana foi muito produtiva, a começar com o lançamento do livro Novo manuel de ciência política, organizado pelos professores Agassiz Filho e Vinícius Barros. Foi ótimo o evento, encontrei amigos, professores, conheci o Agassiz Almeida, uma verdadeira figuraça, comi salgadinhos, tomei whisky e ainda ganhei o livro A ditadura dos Generais, de Agassiz Almeida. Só isso já faria minha semana ter sido sensacional.
Na sexta-feira, o meu amigo Luis Elias defendeu sua monografia, O estado de exceção em Carl Schmitt, que foi ovacionado pela banca, e tirou a nota máxima, como não poderia deixar de ser. Depois foi a comemoração. Mais whisky e um papo agradabilíssimo até a noite.

Estou pensando em colocar no blog, de vez em quando, uma recomendação de algo que estou lendo, ouvindo ou assistindo.

Por hora é só... espero não passar mais algumas semanas antes de escrever novamente...