terça-feira, outubro 26, 2010

Macaco Bong


E para coroar o reinício, o post será sobre uma banda que conheci há pouco tempo: A mato-grossense Macaco Bong, power trio de rock instrumental simplesmente sensacional. Zapeando a TV, dei uma passada na SESC TV, que me fez jogar o controle remoto em local remoto ao ouvir uma apresentação ao vivo da música Bananas for you all. Como disse o próprio guitarrista, apesar de não ter letra, há "algo" que canta na banda, e esse algo é a guitarra.
Falaram do processo de composição, que ocorre em jams, improvisando em cima de algo como temas, o que me fez lembrar inclusive como Pink Floyd compunha no Wish You Were Here, não querendo, obviamente, comparar as duas bandas.
Ao pesquisar na internet fiquei surpreso e feliz ao saber que o disco Artista Igual a Pedreiro está a disposição para download gratuito no site da TramaVirtual. Vale muito a pena conferir o som dos caras, para quem gosta de rock instrumental http://tramavirtual.uol.com.br/macaco_bong .
Tentando retomar esta budega!

domingo, julho 26, 2009

'Sarney é a ponta de um iceberg chamado Maranhão'


Primeira manifestação pública de Jackson Lago (PDT) depois de ter sido afastado pela Justiça do governo do Maranhão e substituído por Roseana Sarney (PMDB):

"O verdadeiro ato secreto é o Maranhão. Aqui, não são os parentes que são nomeados para os cargos, são os cargos que são criados para os parentes.

As instituições têm dono. Nomeiam-se tribunais, fóruns, assembléias, câmaras e até cidade com o sobrenome Sarney.

Aqui, o presidente Lula jamais inaugurou uma obra.

Aqui, o governador eleito pelo povo não indicou ou nomeou quem quer que seja para um único cargo federal.

Aqui, o golpe de 64 ainda não acabou. O estafeta dos generais, o fiador do golpe é o seu testamentário.

Aqui, parentes presidem o Tribunal Eleitoral. O Tribunal de Contas intimida prefeitos com o nome da governadora em sua fachada. Uma máquina de mentiras controla os meios de comunicação para atacar e difamar os adversários.

A Justiça vergonhosamente curvou-se para cassar a soberana vontade do povo maranhense.

Sem cargo público, sem mandato, fui acusado de abuso de poder econômico e de mídia. Décadas de luta, de sangue, de construção de uma alternativa democrática, foram surrupiadas por quatro votos.

A Constituição foi rasgada para dar posse ao perdedor.

Que o Brasil não se iluda. Sarney é apenas a ponta de um iceberg chamado Maranhão.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/26/sarney-a-ponta-de-um-iceberg-chamado-maranhao-208469.asp

sábado, julho 25, 2009

Já disse uma vez nesse blog que não me lembro da última vez que comprei um CD. Adepto da campanha "Contra burguês, baixe mp3", faço da minha coleção de músicas virtuais um dos meus orgulhos, com mais de 6.600 mp3's.
Pois bem, mesmo com gravadores fechando sites com discografias inteiras, comunidades do orkut com uma organização de dar inveja a muitas lojas de CD's, com índices sistematizados e tudo o mais, mesmo reportagens veiculadas vez ou outra em telejornais de alguns adolescentes presos por compartilhar músicas, são poucos os materiais que não consigo encontrar na rede mundial.
Dentre esses, há dois que estou cansando de procurar e começando a pensar seriamente em comprar. O primeiro é da Happy Apple, uma banda de jazz norteamericana, que é um projeto paralelo do baterista da banda The Bad Plus, David King. O quarteto é sensacional, e o diferencial da Bad Plus é o metal, que eu particularmente adoro.
O outro é de um contrabaixista americano que vive no Brasil há mais de 40 anos, o Bruce Henri. Conheci agora no Programa do Jô. Bruce fez uma leitura de algumas obras de Heitor Villa-Lobos. Fenomenal. Já fui nas minhas fontes de mp3 e não encontrei nada, pelo menos ainda. Com o passar do tempo, dependendo da (in)disponibilidade de esse trabalho na internet, posso até parar para pensar em desembolsar algum dinheiro para comprar esse álbum. É um projeto para o futuro.
Para os que se interessaram, deixo alguns dados sobre Bruce Henri.



BIOGRAFIA

BRUCE HENRI, contrabaixista, cantor, e compositor nasceu em New York. Iniciou seus estudos musicais na Espanha. Estabelecido no Brasil desde os anos setenta, integrou os conjuntos de expressão vanguarda “Outcasts” e “Soma”, e tornou-se um dos músicos mais respeitados do Rio de Janeiro, tocando com os artistas Tom Jobim, Herbie Hancock, Harvie Mason, Gal Costa, Caetano Veloso, Fagner, Naná Vasconcelos, o grupo Uakti e muitos outros. Já viajou pelo Brasil, Europa, e Japão como músico de Leila Pinheiro, Quarteto em Cy, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, e com Fafá de Belém. Apresentou seu próprio trabalho nos festivais de Jazz de Montreux, Avignon, Zurich, Lausanne, além de Nova Iorque, Buenos Aires, Lisboa, e capitais do Brasil, deixando entrevistas em programas de televisão, (quatro vezes no Jô Soares, Hebe Camargo, Gema Brasil, TV Cultura, Leda Nagle etc...)..

Músico requisitado por atrações de dança, já se apresentou junto com importantes artistas como Carlinhos de Jesus, Steven Harper, Jimmy Slyde, Brenda Buffalino e o American Tap Orchestra, Van “The Man” Porter, e Backaari Wilder. BRUCE HENRI produziu e dirigiu o espetáculo flip, flop & fly!, um espetáculo mix-midia embalado por um amplo leque de meios de expressão cênica incluindo balé, sapateado, música, acrobacia, rap, e poesia. Fez estréia no Teatro Municipal de Niterói em 2003 para depois lotar o Teatro do Jóquei, e se apresentar no programa do Jô Soares, além do circuito de festivais de dança.

Chamado de "símbolo do jazz" por um entusiasmado crítico, Bruce Henri conseguiu, contudo moldar sua formação eclética num estilo próprio lançando três CDs: "BRUCE HENRY", "EQUATORIAL BLUES" e "BÚZIOS LIVE". Um quarto CD “MAILBAG BLUES” foi lançado na Inglaterra em Novembro 2004, e aclamado com incomum entusiasmo pelos críticos Europeus.

Além de seu grupo com o qual se apresenta regularmente no Rio de Janeiro, BRUCE HENRI atua com o sapateador Steven Harper. Em duo eles encenam o espetáculo Um Baixo no Sapateiro, que desde sua formação há dez anos em 1997, já foi apresentado em todo o Brasil, Argentina, festivais de dança e de Jazz em Nova Iorque, e na Suíça, alem de várias vezes na Holanda e na França, programas de televisão e radio etc.

SOBRE A OBRA

BRUCE HENRI, contrabaixista, cantor, arranjador, e compositor, nasceu em Nova York, EUA, "antes da MTV e da TV em cores". Criado na Espanha onde, muito jovem, iniciou carreira de músico profissional, estabelecido no Rio de Janeiro desde os anos setenta, Bruce já morou na Bahia, Londres, Búzios, e São Francisco, mas é carioca. Durante anos trabalhou com Gil, Gal e outros baianos, Ney Matogrosso, Fafá de Belém, e Fagner (do Ceará), mas é carioca. É pontual nos compromissos, e respeita sinal fechado, mas é carioca. Chamado para participar de um tributo a Tom Jobim, junto com Herbie Hancock e outros músicos estrangeiros de renome internacional, o mestre da Bossa Nova, sabendo ser o contrabaixista também estrangeiro, virou-se para ele depois da primeira música para elogiar: "Mas você é brasileiro!", ao que Bruce prontamente respondeu: "Mestre, eu sou carioca"...

Os trabalhos autorais de BRUCE HENRI estão registrados desde a época do LP, e foram lançados 4 aclamados CDs, cada um com sua edição limitada esgotada antes dele descontinuar a distribuição "para não virar rotina", afinal de contas ele é carioca. Desde então, o inquieto artista tem criado, dirigido e participado de uma série de apresentações ecléticas, abraçando um amplo leque de meios de expressão cênica que inclui música, dança, sapateado, rap, e poesia, em contexto teatral, apresentados nos festivais de Jazz de Montreux, Avignon, Zurich, Amsterdam, Lausanne, Londres (St Martin in the Fields), além de New York, Buenos Aires, Lisboa e várias capitais do Brasil, deixando pelo caminho um rastro de entrevistas nos principais programas de televisão e rádio.

Passada mais de uma década sem gravar um disco próprio, período durante o qual tem se consagrado como produtor de espetáculos e diretor musical, BRUCE HENRI agora apresenta VILLA'S VOZ, uma homenagem contemporânea à imortalidade da obra de Heitor Villa-Lobos, permeada por inovadoras divagações harmônicas, pela rica rítmica brasileira, e por improvisos dos talentosos músicos que participaram das sessões. Além do CD, lançado em 2009 pela Delira Música, no palco VILLA'S VOZ é um recital multimídia, no qual os músicos interagem com um video-cenário de imagens e vídeo-dança, contando com a participação de veejays e solistas convidados. O resultado é um erudito jazzístico, lírico e elegante, digno do Maestro Villa-Lobos

quinta-feira, julho 16, 2009

Férias.
Mais um tempo sem postar. Entre hiatos indefinidos, vou tentando levar meu blog adiante, e quem sabe um dia, dou a ele um destino promissor, que para os blogs, nada mais é do que ser atualizado periodicamente e visitado constantemente.
Férias em Guarabira é na verdade antiférias, às vezes você reza pra ter aula. Mas não, as amizades e ambientes culturais estão, por vezes, tão aquém - ou além - da faculdade, que nem isso, ou como diria o Amarante: Nem sempre.
Por algum motivo que desconheço, estou, agora nas férias, acordando cedo, e se eu não insistisse em continuar dormindo, estaria de pé antes das 9.
Estou colocando em dia umas leituras e uns filmes e o projeto Campos de Morango. Bem, como todo bom blogueiro, peço a vocês que visitem e divulguem.

quarta-feira, maio 06, 2009




Pra quem ainda não conhece, sugiro o blog do escritor Antônio Prata. O link já estava aqui nos meus favoritos, e inclusive já postei um texto dele aqui no blog. Mas nunca é demais relembrar. O link para ler o filho do Mário Prata é http://blog.estadao.com.br/blog/antonioprata/
Essa insônia ainda vai me prejudicar... Obviamente que dizer isso somente não resolve nada. Já perdi a conta dos dias-ou noites- que "passei direto", e fui à Faculdade sem dormir. Hoje foi um dia desses. Deu três horas, não consegui dormir, pensei "ah, foda-se, vou passar direto, pelo menos tô estudando"... e lá se vai uma noite de sono, e, com isso, uns milhares de neurônios. Claro que perco muita coisa no outro dia: concentração, paciência, reflexo, senso de humor, criatividade, e por aí vai...
Já pensei em ir a esses médicos do sono, mas acho que o tratamento vai durar um bocado. Pelo menos se for como o de alergia, que já fiz: semanas e semanas de vacininhas perto do cotovelo (cotovelo mesmo, no braço), sem nenhuma garantia de cura, melhora, nada... Não me deu muito lucro, já pro médico, que vendia as próprias vacinas na clínica...
A ciência as vezes me decepciona... fiz o teste de alergia, aquele dos furinhos, e o resultado foi realmente impressionante: sou alérgico a arroz, batata, peixe, frango... coisas que como todos os dias. Ou o teste estava errado, ou desenvolvi uma imunidade fora do comum que com esse recente lançamento do filme X-Men Origins: Wolverine, dúvidas me surgiram quanto à minha condição de humano. Enfim...
É, o post não foi muito produtivo. Escrever sobre minhas mazelas não interessa nem mesmo a mim, quanto mais aos prováveis dois ou três leitores do blog. Mas, pelo menos dessa vez, posso colocar a culpa no sono...

sexta-feira, maio 01, 2009


João Pessoa anda com uma programação cultural invejável! Além do Projeto Seis e Meia, que acontece toda quarta no Mag Shopping, que semana passada contou com o Cananga Trio(jazz) abrindo o show de Jessier Quirino - excelente, como não poderia deixar de ser - a cidade anda muito agitada.
Hoje começou o 4º Cineport, o maior festival de cinema de países de língua portuguesa. Infelizmente não poderei ir. A faculdade, além de atrapalhar meus estudos, atrapalha meu enriquecimento cultural... mas só as vezes. O festival vai até 10 de maio.
Hoje também tem Mombojó e Cabruêra, dia 9 tem show de Chico César e dia 10 de Ney Matogrosso.

É, realmente cometi uma injustiça ao dizer que faculdade atrapalha meu enriquecimento cultural. Alguns professores e alunos (não de direito), organizaram um clube de cinema. Toda terça tem filme bom na nova sala de áudio e vídeo. Essa última terça não pude ir, e talvez não poderei ir também nessa próxima, mas com certeza, quando tiver uma vaga, irei assistir e conhecer o pessoal.

Ah... hoje também tem peça de teatro em aqui... Branca de cauvão e as sete branquinhas, se não me engano. Biuzinha Priqui e suas colegas aprontam pra valer com muito palavrão e baixaria de quinta. Digo que é baixaria de quinta, porque tem a baixaria de primeira. Há algumas semanas teve outra peça dessa rapaziada aqui, fui assistir, confesso, mas fui pensando que apesar dos palavrões seria, no mínimo, engraçado. Nem engraçado é. Eu só ri em um momento, que foi quando eu me perguntei o que tava fazendo ali. Mas a noite valeu, depois fomos - eu e os amigos - a um barzinho colocar as conversar em dia. O teatro (sic!) de Guarabira ta merecendo uma demolição. Acústica horrível, do lado de uma rua(vez por outra passa um carro com o sonzão ligado) e um calor infernal.

Ano que vem me programo pra ir ao 5º Cineport.

O site do evento é http://www.festivalcineport.com/
Não incentivando a pirataria, mas apenas dando uma dica de busca para os amantes do cinema desempregados, assim como eu, sugiro o site Making Off, que conta com um invejável acervo de filmes para download.
Além de filmes de grandes diretores de todos os lugares e épocas, o site conta com muitos documentários.

O endereço é http://www.makingoff.org/

Simplesmente imperdível!
Tentando voltar ao blog.
Vamos que vamos...

segunda-feira, junho 09, 2008


A primeira recomendação não poderia ser diferente: Novo manual de ciência política. Ótimo livro com artigos sobre ciência política, abordando o pensamento de Aristóteles, Maquiavel, Jean Bodin, Espinosa, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau, Aléxis de Tocqueville, Karl Marx, Engels, Gramsci, Hannah Arendt, Raymond Aron, Foucault, Carl Schmitt, Claude Lefort e Habermas.
Além dos artigos de ótima qualidade, dos vinte escritores do manual - que já é uma referência em todo o Brasil - treze são nordestinos, o que nos dignifica e prova que o nordeste produz ciência política, e produz com qualidade.
O Estudo dos clássicos é de fundamental importância para se compreender o Estado de Direito, e o próprio Direito. A ciência política e a filosofia são peças essenciais para, além de entender, modificar a história. Prender-se ao positivismo dogmático é de um utilitarismo e de uma limitação absurda. O estudo dos conflitos sociais, da imposição do poder e da sua manutenção é, repito, de fundamental importância, além de interessantíssimo.
Os autores são: Agassiz Almeida Filho, Alberto Ribeiro G. de Barros, Alexandre José Paiva da Silva Melo, Ana Montoia, Armando Albuquerque de Oliveira, Delamar José Volpato Dutra, Edson Peixoto Vasconcelos, Eduardo Carlos Bianca Bittar, Enoque Feitosa, Ernesto Pimentel Filho, Fábio Henrique Sousa, Fernando Magalhães, Francisco Bilac Moreira Pinto Filho, José Nedel, Jorge Fernando Hermida, Luciano Albino, Luciano Oliveira, Maria Fátima Simões Francisco, Marilena Chauí, Osvaldo Coggiola e Vinícius Soares de Campos Barros.
Meses sem postar... novamente meus três ou dois leitores já devem ter desistido de acompanhar o blog.
Essa semana foi muito produtiva, a começar com o lançamento do livro Novo manuel de ciência política, organizado pelos professores Agassiz Filho e Vinícius Barros. Foi ótimo o evento, encontrei amigos, professores, conheci o Agassiz Almeida, uma verdadeira figuraça, comi salgadinhos, tomei whisky e ainda ganhei o livro A ditadura dos Generais, de Agassiz Almeida. Só isso já faria minha semana ter sido sensacional.
Na sexta-feira, o meu amigo Luis Elias defendeu sua monografia, O estado de exceção em Carl Schmitt, que foi ovacionado pela banca, e tirou a nota máxima, como não poderia deixar de ser. Depois foi a comemoração. Mais whisky e um papo agradabilíssimo até a noite.

Estou pensando em colocar no blog, de vez em quando, uma recomendação de algo que estou lendo, ouvindo ou assistindo.

Por hora é só... espero não passar mais algumas semanas antes de escrever novamente...

sábado, abril 26, 2008


Assisti ontem ao show "Inclassificáveis" do Ney Matogrosso, no Canal Brasil. Como já havia comentado com o colega Elias, Ney é um dos únicos músicos da atualidade no Brasil que levam faz algo de qualidade. Esse show é prova disso. Além da voz em ótima forma, e seu físico também, toda a estrutura estética do show chama muito a atenção. O próprio palco e, claro, o figurino.
Certa vez ele disse que sempre será transgressor, e realmente o é. Porém, em uma entrevista, disse que a caracterização para esse espetáculo nada tem que ver com o que ele fez no Secos & Molhados, é algo totalmente novo e atual. Para o hoje.
E sem falar, lógico, do repertório. Na sua turnê anterior, contava com quatro violões. Agora, com uma banda sensacional, com uma guitarra bem ativa e até um DJ. Ele canta algumas músicas do Cazuza, inclusive uma inédita, uma extraordinário de Pedro Luiz e outras também maravilhosas.
São poucos os artistas brasileiros que me fazem ficar ansioso por material novo. Ney me faz ansioso duplamente, sempre com algo inesperado e genial.

domingo, abril 20, 2008

Há problema em achar que as pessoas não se contradizem??

Há problema, sim, em querer que as pessoas achem que você é intelectual.

segunda-feira, abril 07, 2008


Um dos pintores que mais me identifico é Edward Hopper. Essa pintura, Automat (1927), tem muito a ver comigo. Interessante notar que só com a iluminação se sente a solidão nos seus quadros. Ou isso, ou somente os sós conseguem retratar e ver a solidão. Se for isso, já sei porque gosto tanto de Hopper.

segunda-feira, março 31, 2008


Eu conheci (não pessoalmente) Guillermo Arriaga ano passado no especial do Roda Viva com os escritores participantes da FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty - e estava esperando o momento oportuno para comprar um livro do escritor mexicano, e a recém-encerrada promoção de frete grátis e meu bônus de R$30,00 na Saraiva se mostraram providenciais.
Ele foi o roteirista do filme Babel, que ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, e foi indicado a vários outros, inclusive o de melhor roteiro original.
O livro que comprei foi O Búfalo da Noite, que também virou filme. O romance fala de triângulo amoroso, à beira da loucura, da morte, da destruição, segundo a sinopse do site da Saraiva.
O último romance que li foi O diário do farol, de João Ubaldo Ribeiro, livro esse que meu professor de Introdução ao Direito e de Ética sempre cita nas suas literárias aulas. Acho ótimo essa comunicação do Jurídico com o literário, o poético, o artístico, enfim.
Vocês acreditam que um colega já chegou pra mim e disse: "Hooomi, perca tempo lendo esses negócios não, você num vai ganhar dinheiro nem comer ninguém com isso."
Mas fazer o que? Pra mim o Direito que veio depois, a culpa é dele. Aí percebi que o grande problema é que querem tirar a poesia do Direito, e acabam colocando o Direito na poesia. Ora por odiar o Direito, ora por odiar a poesia. O que dá, no fim das contas, é um direito sem graça, e uma paixão sem direitos . Como disse, adoro essas interrelações culturais.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Férias chegando ao fim... Segunda recomeça a velha luta. Essa semana foi um tanto cheia pra mim. Mas eu adoro isso. Ter o que fazer de manhã, tarde e noite é muito bom. Lembro-me de alguns anos atrás, quando eu vivia na rua: Colégio, curso de inglês, Tae Kwon Do, curso de informática... Sensacional!
Hoje ainda teve reunião de departamento da Faculdade. A reunião foi como todas que eu já participei: sensacional!! Estou adorando esse negócio de ser representante estudantil e ativista político da classe estudantil. Espero que o poder não me vicie e não me faça tentar a implantação de regime autoritário no Centro Acadêmico, com cargos vitalícios e hereditários.
Foi muito bom rever professores que há tempos não via, colocar os assuntos em dia, principalmente a falta de novidades na universidade. Mas, fazer o que?

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Com mais de 108 mil ações, processos caseiros emperram Supremo

Um borracheiro é preso por furtar uma vaca no Rio Grande do Sul. Um homem é acusado de crime ambiental pela morte de um tatu em Minas Gerais. Dar ou não café da manhã aos funcionários da construção civil de Rondônia que chegassem com 15 minutos de antecedência. Casos que poderiam ter sido resolvidos em seus Estados, mas estão no STF (Supremo Tribunal Federal).

Só em 2007, a maior corte do país recebeu 108.100 processos. O ramo do direito mais acionado foi aquele cujos temas eram ligados ao direito civil, com mais de 43 mil ações. Apesar do volume de processos, houve uma queda de 16% em comparação ao ano de 2006, quando o Supremo recebeu 129.079 demandas.

Para o advogado e professor de direito constitucional da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Oscar Vilhena Vieira, há uma “delinqüência constitucional” no sistema jurídico brasileiro. “A Constituição Federal se renova e desatualiza em uma velocidade fantástica. É um processo de sucção social, a migração do poder decisório para uma instância que não tem legitimidade para tanto. Nenhum deles foi eleito nem sequer para síndico do prédio (sic). É um volume exorbitante”, afirma.

Antes mesmo de completar um ano no cargo, o ministro Enrique Ricardo Lewandowski disse, em dezembro de 2007, que já tinha julgado mais de 15 mil processos. Para ele, esse volume de ações é sinal de que o judiciário brasileiro está “caminhando para um caos absoluto”.

Primeiro milhão
Em 17 anos, o Supremo já recebeu mais de 1 milhão de ações. Ou seja, 11 ministros ficam responsáveis por analisar mais de 90 mil litígios cada um. Em 1990, o volume total de ações em um ano era de 18.563. Dez anos depois, esse número aumentou em 502,5%.

Nos últimos três anos, casos envolvendo questões trabalhistas têm registrado aumento gradativo. Em 2006, foram 6.730 ações. No ano passado houve um aumento de 121,09%. Foram julgados 8.149 litígios. “O Supremo está virando o foro das pequenas causas trabalhistas”, comenta Vieira.

Já o número de ações na área cível teve uma redução de 22,1% em 2007, com 43.698 processos, 12.453 a menos do que em 2006.

Um dos instrumentos que o tribunal dispõe para brecar a enxurrada de processos é a chamada repercussão geral, emenda de dezembro de 2004, mas que só foi regulamentada em 2007. Por meio dela, o poder judiciário edita normas jurídicas a serem aplicadas em decisões posteriores atribuindo-lhe racionalidade.

http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/47182.shtml

domingo, fevereiro 03, 2008

SONETO DA SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silêncioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

A Festa da Luz findou, agora carnaval. Eu tenho uma sina de nunca participar dessas festas. Não sei quantos natais eu passei assistindo à Missa do Galo, e nem cristão eu sou. Toda aquela pompa, aquelas coisas lindas, a guarda suíça parecendo valetes de baralho. Depressivo!!
Agora o carnaval, desfile das escolas pela globo, com comentários infames de locutores esportivos e apresentadoras de jornais. -Olha como ele rí. -Muita alegria. -É muito talento. E sem contar aqueles efeitos especiais horríveis que a globo insisti em colocar: túneis virtuais, shows pirotécnicos, camisas flutuantes. Eles pensam que alguém acha que isso é de verdade? Pelo amor de deus, é ridículo
Prefiro a RedeTV e as repórteres quase se humilhando para as dançarinas B Sides mostrarem os seios e o bumbum. É muito mais decente.
Esse ano aqui em Guarabira vai ter festa, com banda e tudo o mais. Blocos, escolas de samba (sic). Eu acho legal, pelo menos a cidade não fica parada. Claro, isso excluindo as já certas brigas partidárias, implícitas e explicitas, que irão regar toda a festa.