sexta-feira, outubro 29, 2010

Antes tarde que nunca. Mas só estou divulgado agora em cima da hora porque também só há pouco retomei o blog. Então, já me sinto perdoado.



O Centro Acadêmico de Direito “Prof. Antonio Cavalcante da Costa Neto” - CADI, vem propor a realização da I congresso Jurídico do Centro de Humanidades, tendo como tema: “DIREITO PÚBLICO CONTEMPORÂNEO: NOVOS DESAFIOS”.

Compreendendo a universidade como um espaço privilegiado para a discussão e para a produção científica, o CADI propõe uma estrutura de evento que possa abrir o espaço para o incentivo à publicação de trabalho que tratem do tema central através dos Grupos de Trabalho e Oficinas a serem oferecidos no encontro.

Site do evento: http://conjurch.blogspot.com/

quinta-feira, outubro 28, 2010

Em João Pessoa, no último dia 10, a ação de criminosos ceifou a vida de um cidadão. Quando saía do estacionamento do Manaíra Shopping ao término de uma festa, fora assassinado dentro do carro ao lado de sua namorada. Sobre o acontecimento, o grande Poeta Wagneer Pessoa fez uns versos de arrepiar até a unha.


Reze para não morrer de repente
Na próxima esquina que cruzar
As vítimas do descaso latente
Atiram e matam para se justificar
De que adiantam flores após matar
Flores mortas não são realidade
São fantasias de uma triste sociedade
Que mantém presos os inocentes
Próprios carcerários indecentes
Que perfazem caminhos sem liberdade

Wagneer Pessoa
A Revista Piauí lançou duas ótimas matérias sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Para quem tem curiosidade de saber como funciona o "social" da nossa Corte Constitucional, ou para quem quer saber como ocorreram algumas das indicações de Ministros, algumas curiosidades ou a própria relação entre os onze, é uma ótima oportunidade.
Mesmo para quem acompanha o dia a dia do Supremo na TV Justiça e nos noticiários, ainda assim, irá ter algumas surpresas, como o foi, ao menos pra mim, o processo de indicação do último ministro, o Dias Toffoli, na minha opinião um dos maiores equívocos do Presidente Lula, enfim... pensava eu que fora o velho José Dirceu que o indicara, mas, não... No mais, uma das melhores passagens é o encontro do Ministro Marco Aurélio com um jornalista no elevador privativo dos ministros.

Alguns amigos me sugeriram o livro do Saulo Ramos, O Código da Vida, que traz algumas polêmicas e revelações sobre, inclusive, o STF. Não li, talvez depois da monografia eu ponha em dia essas leituras.



Matérias:

Data Vênia, o Supremo - (parte 1)
O Supremo, quosque tandem - (parte 2)

quarta-feira, outubro 27, 2010

Recomendo a todos, estudantes de direito ou não, mas necessariamente amantes de literatura, o programa Direito & Literatura, apresentado pelo grande Prof. Dr. Lênio Streck.
O último programa que assisti foi sobre O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago, uma das minhas leituras favoritas. Com uma professora de Direito e outra de Literatura, a conversa passeava por várias outras obras do autor e de outros escritores.
Streck faz uma mediação fabulosa, levantando questões e observações sobre as relações entre dois mundos que para muitos parecem incomunicáveis, mas que, pelo menos pra mim, são indissociáveis, que é o mundo literário e o mundo jurista, que acho que, na verdade, não se trata nem de dois mundos, mas dois estados, vizinhos, como Paraíba e Rio Grande do Norte, onde não se sabe precisamente onde acaba um e termina o outro.
Na maioria das Universidades, o curso de Direito faz parte do Centro de Ciências Jurídicas. O nosso curso de Direito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Campus III, há não muito tempo, dependia de tudo administrativamente do Campus I em Campina Grande, não tendo, assim, um departamento próprio. Por isso fazia parte do Centro de Humanidades daqui de Guarabira. Depois passou a ter autonomia mas não há um CCJ, continuando, assim, ainda sendo parte do Centro de Humanidades, que também fazem parte os cursos de Letras, História, Geografia e Pedagogia.Na minha opinião, nada mais justo.
Para fechar, utilizo-me, para uma reflexão, das palavras do grande professor português Castanheira Neves, para os que possam, por ventura, pensar contrário:

"A função judicial não será nunca independente, se o não quiser responsavelmente ser; dificilmente deixará de sê-lo - até porque potencia a organização das condições favoráveis - se quiser assumir-se como tal. E para isso é sem dúvida indispensável que a função judicial não abdique nunca do seu mesmo dever comunitário, que não aceite degradar-se a mera função burocrática que 'despacha processos', reduzindo-se a um simples 'serviço-público', pronto a homologar e a dar execução a todos e quaisquer ditames do poder."

Todos os programas estão à disposição no site http://www.unisinos.br/direitoeliteratura/

Mombojó

Mombojó tocou em João Pessoa no último dia 22. Infelizmente não pude ir. Conheci essa banda pernambucana há album tempo, quando comprei a Revista Outracoisa, que além de ter matérias interessantíssimas, ainda vinha de "brinde" com um cd de uma banda independente. Pois bem, em um número da revista, veio o cd do Mombojó, o Nadadenovo.
Essa foto foi tirada no show de João Pessoa.
O som da banda é uma inteligente e elegante mistura de rock, manguebeat ,jazz e outras coisas. Não sei se o primeiro álbum está a disposição para download (oficialmente), mas sei que os dois outros álbuns da banda Homem Espuma e Amigo do Tempo, estão para quem quiser baixar no próprio site da banda http://www.mombojo.com.br/
Naturalmente, mais que recomendado. Abaixo segue o último clipe, da músia Papapa, do último cd.

terça-feira, outubro 26, 2010

Macaco Bong


E para coroar o reinício, o post será sobre uma banda que conheci há pouco tempo: A mato-grossense Macaco Bong, power trio de rock instrumental simplesmente sensacional. Zapeando a TV, dei uma passada na SESC TV, que me fez jogar o controle remoto em local remoto ao ouvir uma apresentação ao vivo da música Bananas for you all. Como disse o próprio guitarrista, apesar de não ter letra, há "algo" que canta na banda, e esse algo é a guitarra.
Falaram do processo de composição, que ocorre em jams, improvisando em cima de algo como temas, o que me fez lembrar inclusive como Pink Floyd compunha no Wish You Were Here, não querendo, obviamente, comparar as duas bandas.
Ao pesquisar na internet fiquei surpreso e feliz ao saber que o disco Artista Igual a Pedreiro está a disposição para download gratuito no site da TramaVirtual. Vale muito a pena conferir o som dos caras, para quem gosta de rock instrumental http://tramavirtual.uol.com.br/macaco_bong .
Tentando retomar esta budega!

domingo, julho 26, 2009

'Sarney é a ponta de um iceberg chamado Maranhão'


Primeira manifestação pública de Jackson Lago (PDT) depois de ter sido afastado pela Justiça do governo do Maranhão e substituído por Roseana Sarney (PMDB):

"O verdadeiro ato secreto é o Maranhão. Aqui, não são os parentes que são nomeados para os cargos, são os cargos que são criados para os parentes.

As instituições têm dono. Nomeiam-se tribunais, fóruns, assembléias, câmaras e até cidade com o sobrenome Sarney.

Aqui, o presidente Lula jamais inaugurou uma obra.

Aqui, o governador eleito pelo povo não indicou ou nomeou quem quer que seja para um único cargo federal.

Aqui, o golpe de 64 ainda não acabou. O estafeta dos generais, o fiador do golpe é o seu testamentário.

Aqui, parentes presidem o Tribunal Eleitoral. O Tribunal de Contas intimida prefeitos com o nome da governadora em sua fachada. Uma máquina de mentiras controla os meios de comunicação para atacar e difamar os adversários.

A Justiça vergonhosamente curvou-se para cassar a soberana vontade do povo maranhense.

Sem cargo público, sem mandato, fui acusado de abuso de poder econômico e de mídia. Décadas de luta, de sangue, de construção de uma alternativa democrática, foram surrupiadas por quatro votos.

A Constituição foi rasgada para dar posse ao perdedor.

Que o Brasil não se iluda. Sarney é apenas a ponta de um iceberg chamado Maranhão.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/26/sarney-a-ponta-de-um-iceberg-chamado-maranhao-208469.asp

sábado, julho 25, 2009

Já disse uma vez nesse blog que não me lembro da última vez que comprei um CD. Adepto da campanha "Contra burguês, baixe mp3", faço da minha coleção de músicas virtuais um dos meus orgulhos, com mais de 6.600 mp3's.
Pois bem, mesmo com gravadores fechando sites com discografias inteiras, comunidades do orkut com uma organização de dar inveja a muitas lojas de CD's, com índices sistematizados e tudo o mais, mesmo reportagens veiculadas vez ou outra em telejornais de alguns adolescentes presos por compartilhar músicas, são poucos os materiais que não consigo encontrar na rede mundial.
Dentre esses, há dois que estou cansando de procurar e começando a pensar seriamente em comprar. O primeiro é da Happy Apple, uma banda de jazz norteamericana, que é um projeto paralelo do baterista da banda The Bad Plus, David King. O quarteto é sensacional, e o diferencial da Bad Plus é o metal, que eu particularmente adoro.
O outro é de um contrabaixista americano que vive no Brasil há mais de 40 anos, o Bruce Henri. Conheci agora no Programa do Jô. Bruce fez uma leitura de algumas obras de Heitor Villa-Lobos. Fenomenal. Já fui nas minhas fontes de mp3 e não encontrei nada, pelo menos ainda. Com o passar do tempo, dependendo da (in)disponibilidade de esse trabalho na internet, posso até parar para pensar em desembolsar algum dinheiro para comprar esse álbum. É um projeto para o futuro.
Para os que se interessaram, deixo alguns dados sobre Bruce Henri.



BIOGRAFIA

BRUCE HENRI, contrabaixista, cantor, e compositor nasceu em New York. Iniciou seus estudos musicais na Espanha. Estabelecido no Brasil desde os anos setenta, integrou os conjuntos de expressão vanguarda “Outcasts” e “Soma”, e tornou-se um dos músicos mais respeitados do Rio de Janeiro, tocando com os artistas Tom Jobim, Herbie Hancock, Harvie Mason, Gal Costa, Caetano Veloso, Fagner, Naná Vasconcelos, o grupo Uakti e muitos outros. Já viajou pelo Brasil, Europa, e Japão como músico de Leila Pinheiro, Quarteto em Cy, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, e com Fafá de Belém. Apresentou seu próprio trabalho nos festivais de Jazz de Montreux, Avignon, Zurich, Lausanne, além de Nova Iorque, Buenos Aires, Lisboa, e capitais do Brasil, deixando entrevistas em programas de televisão, (quatro vezes no Jô Soares, Hebe Camargo, Gema Brasil, TV Cultura, Leda Nagle etc...)..

Músico requisitado por atrações de dança, já se apresentou junto com importantes artistas como Carlinhos de Jesus, Steven Harper, Jimmy Slyde, Brenda Buffalino e o American Tap Orchestra, Van “The Man” Porter, e Backaari Wilder. BRUCE HENRI produziu e dirigiu o espetáculo flip, flop & fly!, um espetáculo mix-midia embalado por um amplo leque de meios de expressão cênica incluindo balé, sapateado, música, acrobacia, rap, e poesia. Fez estréia no Teatro Municipal de Niterói em 2003 para depois lotar o Teatro do Jóquei, e se apresentar no programa do Jô Soares, além do circuito de festivais de dança.

Chamado de "símbolo do jazz" por um entusiasmado crítico, Bruce Henri conseguiu, contudo moldar sua formação eclética num estilo próprio lançando três CDs: "BRUCE HENRY", "EQUATORIAL BLUES" e "BÚZIOS LIVE". Um quarto CD “MAILBAG BLUES” foi lançado na Inglaterra em Novembro 2004, e aclamado com incomum entusiasmo pelos críticos Europeus.

Além de seu grupo com o qual se apresenta regularmente no Rio de Janeiro, BRUCE HENRI atua com o sapateador Steven Harper. Em duo eles encenam o espetáculo Um Baixo no Sapateiro, que desde sua formação há dez anos em 1997, já foi apresentado em todo o Brasil, Argentina, festivais de dança e de Jazz em Nova Iorque, e na Suíça, alem de várias vezes na Holanda e na França, programas de televisão e radio etc.

SOBRE A OBRA

BRUCE HENRI, contrabaixista, cantor, arranjador, e compositor, nasceu em Nova York, EUA, "antes da MTV e da TV em cores". Criado na Espanha onde, muito jovem, iniciou carreira de músico profissional, estabelecido no Rio de Janeiro desde os anos setenta, Bruce já morou na Bahia, Londres, Búzios, e São Francisco, mas é carioca. Durante anos trabalhou com Gil, Gal e outros baianos, Ney Matogrosso, Fafá de Belém, e Fagner (do Ceará), mas é carioca. É pontual nos compromissos, e respeita sinal fechado, mas é carioca. Chamado para participar de um tributo a Tom Jobim, junto com Herbie Hancock e outros músicos estrangeiros de renome internacional, o mestre da Bossa Nova, sabendo ser o contrabaixista também estrangeiro, virou-se para ele depois da primeira música para elogiar: "Mas você é brasileiro!", ao que Bruce prontamente respondeu: "Mestre, eu sou carioca"...

Os trabalhos autorais de BRUCE HENRI estão registrados desde a época do LP, e foram lançados 4 aclamados CDs, cada um com sua edição limitada esgotada antes dele descontinuar a distribuição "para não virar rotina", afinal de contas ele é carioca. Desde então, o inquieto artista tem criado, dirigido e participado de uma série de apresentações ecléticas, abraçando um amplo leque de meios de expressão cênica que inclui música, dança, sapateado, rap, e poesia, em contexto teatral, apresentados nos festivais de Jazz de Montreux, Avignon, Zurich, Amsterdam, Lausanne, Londres (St Martin in the Fields), além de New York, Buenos Aires, Lisboa e várias capitais do Brasil, deixando pelo caminho um rastro de entrevistas nos principais programas de televisão e rádio.

Passada mais de uma década sem gravar um disco próprio, período durante o qual tem se consagrado como produtor de espetáculos e diretor musical, BRUCE HENRI agora apresenta VILLA'S VOZ, uma homenagem contemporânea à imortalidade da obra de Heitor Villa-Lobos, permeada por inovadoras divagações harmônicas, pela rica rítmica brasileira, e por improvisos dos talentosos músicos que participaram das sessões. Além do CD, lançado em 2009 pela Delira Música, no palco VILLA'S VOZ é um recital multimídia, no qual os músicos interagem com um video-cenário de imagens e vídeo-dança, contando com a participação de veejays e solistas convidados. O resultado é um erudito jazzístico, lírico e elegante, digno do Maestro Villa-Lobos

quinta-feira, julho 16, 2009

Férias.
Mais um tempo sem postar. Entre hiatos indefinidos, vou tentando levar meu blog adiante, e quem sabe um dia, dou a ele um destino promissor, que para os blogs, nada mais é do que ser atualizado periodicamente e visitado constantemente.
Férias em Guarabira é na verdade antiférias, às vezes você reza pra ter aula. Mas não, as amizades e ambientes culturais estão, por vezes, tão aquém - ou além - da faculdade, que nem isso, ou como diria o Amarante: Nem sempre.
Por algum motivo que desconheço, estou, agora nas férias, acordando cedo, e se eu não insistisse em continuar dormindo, estaria de pé antes das 9.
Estou colocando em dia umas leituras e uns filmes e o projeto Campos de Morango. Bem, como todo bom blogueiro, peço a vocês que visitem e divulguem.

quarta-feira, maio 06, 2009




Pra quem ainda não conhece, sugiro o blog do escritor Antônio Prata. O link já estava aqui nos meus favoritos, e inclusive já postei um texto dele aqui no blog. Mas nunca é demais relembrar. O link para ler o filho do Mário Prata é http://blog.estadao.com.br/blog/antonioprata/
Essa insônia ainda vai me prejudicar... Obviamente que dizer isso somente não resolve nada. Já perdi a conta dos dias-ou noites- que "passei direto", e fui à Faculdade sem dormir. Hoje foi um dia desses. Deu três horas, não consegui dormir, pensei "ah, foda-se, vou passar direto, pelo menos tô estudando"... e lá se vai uma noite de sono, e, com isso, uns milhares de neurônios. Claro que perco muita coisa no outro dia: concentração, paciência, reflexo, senso de humor, criatividade, e por aí vai...
Já pensei em ir a esses médicos do sono, mas acho que o tratamento vai durar um bocado. Pelo menos se for como o de alergia, que já fiz: semanas e semanas de vacininhas perto do cotovelo (cotovelo mesmo, no braço), sem nenhuma garantia de cura, melhora, nada... Não me deu muito lucro, já pro médico, que vendia as próprias vacinas na clínica...
A ciência as vezes me decepciona... fiz o teste de alergia, aquele dos furinhos, e o resultado foi realmente impressionante: sou alérgico a arroz, batata, peixe, frango... coisas que como todos os dias. Ou o teste estava errado, ou desenvolvi uma imunidade fora do comum que com esse recente lançamento do filme X-Men Origins: Wolverine, dúvidas me surgiram quanto à minha condição de humano. Enfim...
É, o post não foi muito produtivo. Escrever sobre minhas mazelas não interessa nem mesmo a mim, quanto mais aos prováveis dois ou três leitores do blog. Mas, pelo menos dessa vez, posso colocar a culpa no sono...

sexta-feira, maio 01, 2009


João Pessoa anda com uma programação cultural invejável! Além do Projeto Seis e Meia, que acontece toda quarta no Mag Shopping, que semana passada contou com o Cananga Trio(jazz) abrindo o show de Jessier Quirino - excelente, como não poderia deixar de ser - a cidade anda muito agitada.
Hoje começou o 4º Cineport, o maior festival de cinema de países de língua portuguesa. Infelizmente não poderei ir. A faculdade, além de atrapalhar meus estudos, atrapalha meu enriquecimento cultural... mas só as vezes. O festival vai até 10 de maio.
Hoje também tem Mombojó e Cabruêra, dia 9 tem show de Chico César e dia 10 de Ney Matogrosso.

É, realmente cometi uma injustiça ao dizer que faculdade atrapalha meu enriquecimento cultural. Alguns professores e alunos (não de direito), organizaram um clube de cinema. Toda terça tem filme bom na nova sala de áudio e vídeo. Essa última terça não pude ir, e talvez não poderei ir também nessa próxima, mas com certeza, quando tiver uma vaga, irei assistir e conhecer o pessoal.

Ah... hoje também tem peça de teatro em aqui... Branca de cauvão e as sete branquinhas, se não me engano. Biuzinha Priqui e suas colegas aprontam pra valer com muito palavrão e baixaria de quinta. Digo que é baixaria de quinta, porque tem a baixaria de primeira. Há algumas semanas teve outra peça dessa rapaziada aqui, fui assistir, confesso, mas fui pensando que apesar dos palavrões seria, no mínimo, engraçado. Nem engraçado é. Eu só ri em um momento, que foi quando eu me perguntei o que tava fazendo ali. Mas a noite valeu, depois fomos - eu e os amigos - a um barzinho colocar as conversar em dia. O teatro (sic!) de Guarabira ta merecendo uma demolição. Acústica horrível, do lado de uma rua(vez por outra passa um carro com o sonzão ligado) e um calor infernal.

Ano que vem me programo pra ir ao 5º Cineport.

O site do evento é http://www.festivalcineport.com/
Não incentivando a pirataria, mas apenas dando uma dica de busca para os amantes do cinema desempregados, assim como eu, sugiro o site Making Off, que conta com um invejável acervo de filmes para download.
Além de filmes de grandes diretores de todos os lugares e épocas, o site conta com muitos documentários.

O endereço é http://www.makingoff.org/

Simplesmente imperdível!
Tentando voltar ao blog.
Vamos que vamos...

segunda-feira, junho 09, 2008


A primeira recomendação não poderia ser diferente: Novo manual de ciência política. Ótimo livro com artigos sobre ciência política, abordando o pensamento de Aristóteles, Maquiavel, Jean Bodin, Espinosa, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau, Aléxis de Tocqueville, Karl Marx, Engels, Gramsci, Hannah Arendt, Raymond Aron, Foucault, Carl Schmitt, Claude Lefort e Habermas.
Além dos artigos de ótima qualidade, dos vinte escritores do manual - que já é uma referência em todo o Brasil - treze são nordestinos, o que nos dignifica e prova que o nordeste produz ciência política, e produz com qualidade.
O Estudo dos clássicos é de fundamental importância para se compreender o Estado de Direito, e o próprio Direito. A ciência política e a filosofia são peças essenciais para, além de entender, modificar a história. Prender-se ao positivismo dogmático é de um utilitarismo e de uma limitação absurda. O estudo dos conflitos sociais, da imposição do poder e da sua manutenção é, repito, de fundamental importância, além de interessantíssimo.
Os autores são: Agassiz Almeida Filho, Alberto Ribeiro G. de Barros, Alexandre José Paiva da Silva Melo, Ana Montoia, Armando Albuquerque de Oliveira, Delamar José Volpato Dutra, Edson Peixoto Vasconcelos, Eduardo Carlos Bianca Bittar, Enoque Feitosa, Ernesto Pimentel Filho, Fábio Henrique Sousa, Fernando Magalhães, Francisco Bilac Moreira Pinto Filho, José Nedel, Jorge Fernando Hermida, Luciano Albino, Luciano Oliveira, Maria Fátima Simões Francisco, Marilena Chauí, Osvaldo Coggiola e Vinícius Soares de Campos Barros.
Meses sem postar... novamente meus três ou dois leitores já devem ter desistido de acompanhar o blog.
Essa semana foi muito produtiva, a começar com o lançamento do livro Novo manuel de ciência política, organizado pelos professores Agassiz Filho e Vinícius Barros. Foi ótimo o evento, encontrei amigos, professores, conheci o Agassiz Almeida, uma verdadeira figuraça, comi salgadinhos, tomei whisky e ainda ganhei o livro A ditadura dos Generais, de Agassiz Almeida. Só isso já faria minha semana ter sido sensacional.
Na sexta-feira, o meu amigo Luis Elias defendeu sua monografia, O estado de exceção em Carl Schmitt, que foi ovacionado pela banca, e tirou a nota máxima, como não poderia deixar de ser. Depois foi a comemoração. Mais whisky e um papo agradabilíssimo até a noite.

Estou pensando em colocar no blog, de vez em quando, uma recomendação de algo que estou lendo, ouvindo ou assistindo.

Por hora é só... espero não passar mais algumas semanas antes de escrever novamente...

sábado, abril 26, 2008


Assisti ontem ao show "Inclassificáveis" do Ney Matogrosso, no Canal Brasil. Como já havia comentado com o colega Elias, Ney é um dos únicos músicos da atualidade no Brasil que levam faz algo de qualidade. Esse show é prova disso. Além da voz em ótima forma, e seu físico também, toda a estrutura estética do show chama muito a atenção. O próprio palco e, claro, o figurino.
Certa vez ele disse que sempre será transgressor, e realmente o é. Porém, em uma entrevista, disse que a caracterização para esse espetáculo nada tem que ver com o que ele fez no Secos & Molhados, é algo totalmente novo e atual. Para o hoje.
E sem falar, lógico, do repertório. Na sua turnê anterior, contava com quatro violões. Agora, com uma banda sensacional, com uma guitarra bem ativa e até um DJ. Ele canta algumas músicas do Cazuza, inclusive uma inédita, uma extraordinário de Pedro Luiz e outras também maravilhosas.
São poucos os artistas brasileiros que me fazem ficar ansioso por material novo. Ney me faz ansioso duplamente, sempre com algo inesperado e genial.

domingo, abril 20, 2008

Há problema em achar que as pessoas não se contradizem??

Há problema, sim, em querer que as pessoas achem que você é intelectual.

segunda-feira, abril 07, 2008


Um dos pintores que mais me identifico é Edward Hopper. Essa pintura, Automat (1927), tem muito a ver comigo. Interessante notar que só com a iluminação se sente a solidão nos seus quadros. Ou isso, ou somente os sós conseguem retratar e ver a solidão. Se for isso, já sei porque gosto tanto de Hopper.

segunda-feira, março 31, 2008


Eu conheci (não pessoalmente) Guillermo Arriaga ano passado no especial do Roda Viva com os escritores participantes da FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty - e estava esperando o momento oportuno para comprar um livro do escritor mexicano, e a recém-encerrada promoção de frete grátis e meu bônus de R$30,00 na Saraiva se mostraram providenciais.
Ele foi o roteirista do filme Babel, que ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, e foi indicado a vários outros, inclusive o de melhor roteiro original.
O livro que comprei foi O Búfalo da Noite, que também virou filme. O romance fala de triângulo amoroso, à beira da loucura, da morte, da destruição, segundo a sinopse do site da Saraiva.
O último romance que li foi O diário do farol, de João Ubaldo Ribeiro, livro esse que meu professor de Introdução ao Direito e de Ética sempre cita nas suas literárias aulas. Acho ótimo essa comunicação do Jurídico com o literário, o poético, o artístico, enfim.
Vocês acreditam que um colega já chegou pra mim e disse: "Hooomi, perca tempo lendo esses negócios não, você num vai ganhar dinheiro nem comer ninguém com isso."
Mas fazer o que? Pra mim o Direito que veio depois, a culpa é dele. Aí percebi que o grande problema é que querem tirar a poesia do Direito, e acabam colocando o Direito na poesia. Ora por odiar o Direito, ora por odiar a poesia. O que dá, no fim das contas, é um direito sem graça, e uma paixão sem direitos . Como disse, adoro essas interrelações culturais.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Férias chegando ao fim... Segunda recomeça a velha luta. Essa semana foi um tanto cheia pra mim. Mas eu adoro isso. Ter o que fazer de manhã, tarde e noite é muito bom. Lembro-me de alguns anos atrás, quando eu vivia na rua: Colégio, curso de inglês, Tae Kwon Do, curso de informática... Sensacional!
Hoje ainda teve reunião de departamento da Faculdade. A reunião foi como todas que eu já participei: sensacional!! Estou adorando esse negócio de ser representante estudantil e ativista político da classe estudantil. Espero que o poder não me vicie e não me faça tentar a implantação de regime autoritário no Centro Acadêmico, com cargos vitalícios e hereditários.
Foi muito bom rever professores que há tempos não via, colocar os assuntos em dia, principalmente a falta de novidades na universidade. Mas, fazer o que?

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Com mais de 108 mil ações, processos caseiros emperram Supremo

Um borracheiro é preso por furtar uma vaca no Rio Grande do Sul. Um homem é acusado de crime ambiental pela morte de um tatu em Minas Gerais. Dar ou não café da manhã aos funcionários da construção civil de Rondônia que chegassem com 15 minutos de antecedência. Casos que poderiam ter sido resolvidos em seus Estados, mas estão no STF (Supremo Tribunal Federal).

Só em 2007, a maior corte do país recebeu 108.100 processos. O ramo do direito mais acionado foi aquele cujos temas eram ligados ao direito civil, com mais de 43 mil ações. Apesar do volume de processos, houve uma queda de 16% em comparação ao ano de 2006, quando o Supremo recebeu 129.079 demandas.

Para o advogado e professor de direito constitucional da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Oscar Vilhena Vieira, há uma “delinqüência constitucional” no sistema jurídico brasileiro. “A Constituição Federal se renova e desatualiza em uma velocidade fantástica. É um processo de sucção social, a migração do poder decisório para uma instância que não tem legitimidade para tanto. Nenhum deles foi eleito nem sequer para síndico do prédio (sic). É um volume exorbitante”, afirma.

Antes mesmo de completar um ano no cargo, o ministro Enrique Ricardo Lewandowski disse, em dezembro de 2007, que já tinha julgado mais de 15 mil processos. Para ele, esse volume de ações é sinal de que o judiciário brasileiro está “caminhando para um caos absoluto”.

Primeiro milhão
Em 17 anos, o Supremo já recebeu mais de 1 milhão de ações. Ou seja, 11 ministros ficam responsáveis por analisar mais de 90 mil litígios cada um. Em 1990, o volume total de ações em um ano era de 18.563. Dez anos depois, esse número aumentou em 502,5%.

Nos últimos três anos, casos envolvendo questões trabalhistas têm registrado aumento gradativo. Em 2006, foram 6.730 ações. No ano passado houve um aumento de 121,09%. Foram julgados 8.149 litígios. “O Supremo está virando o foro das pequenas causas trabalhistas”, comenta Vieira.

Já o número de ações na área cível teve uma redução de 22,1% em 2007, com 43.698 processos, 12.453 a menos do que em 2006.

Um dos instrumentos que o tribunal dispõe para brecar a enxurrada de processos é a chamada repercussão geral, emenda de dezembro de 2004, mas que só foi regulamentada em 2007. Por meio dela, o poder judiciário edita normas jurídicas a serem aplicadas em decisões posteriores atribuindo-lhe racionalidade.

http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/47182.shtml

domingo, fevereiro 03, 2008

SONETO DA SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silêncioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

A Festa da Luz findou, agora carnaval. Eu tenho uma sina de nunca participar dessas festas. Não sei quantos natais eu passei assistindo à Missa do Galo, e nem cristão eu sou. Toda aquela pompa, aquelas coisas lindas, a guarda suíça parecendo valetes de baralho. Depressivo!!
Agora o carnaval, desfile das escolas pela globo, com comentários infames de locutores esportivos e apresentadoras de jornais. -Olha como ele rí. -Muita alegria. -É muito talento. E sem contar aqueles efeitos especiais horríveis que a globo insisti em colocar: túneis virtuais, shows pirotécnicos, camisas flutuantes. Eles pensam que alguém acha que isso é de verdade? Pelo amor de deus, é ridículo
Prefiro a RedeTV e as repórteres quase se humilhando para as dançarinas B Sides mostrarem os seios e o bumbum. É muito mais decente.
Esse ano aqui em Guarabira vai ter festa, com banda e tudo o mais. Blocos, escolas de samba (sic). Eu acho legal, pelo menos a cidade não fica parada. Claro, isso excluindo as já certas brigas partidárias, implícitas e explicitas, que irão regar toda a festa.

quarta-feira, janeiro 30, 2008


Por algum motivo estou com uma animação inexplicável nesses dias. Geralmente quando fico desse jeito é porque estou esquecendo de alguma coisa que com certeza é séria. Mas, enfim, animado!
Ontem começou a Festa da Luz, padroeira da cidade, com a incrível atração, a multi-universalmente conhecida banda Revelação. Por sorte, de onde estava, mal dava pra ouvir a cantoria. Antes das duas estava em casa, com dor de cabeça da cerveja quente e do pouco que dava pra ouvir de música. Hoje não fui porque tenho limite para exposição excessiva à música radioativa, hoje quem vai tocar(?) é Harmonia do Samba, do marido de Carla Perez e pai de Xandy Júnior. Sexta-feira vai terrrrrrrr: Paralamas do Sucesso. O pessoal da cidade parece que não gostou muito não, esse tipo de música não agrada muito, muito underground.
Depois, carnaval, festa da carneeeeee, do "djabo". Adoro! Mesmo ficando em casa assistindo aos desfiles das escolas de samba e seus respectivos "bastidores". Ando muito pervertido esses dias.
Logo após o carnaval, início das aulas, e outro evento vai começar por aqui, com festa, profanações de todos os tipos, fantasias, máscaras, soltação de franga, briga, acidentes, xingamentos... também do "djabo": eleições municipais.
E por morar no município e não na abstração que é o Estado, ficarei mais próximo das contendas, que é marcada essencialmente pelo antagonismo amigo-inimigo. Mas não o inimigo público, o hostis, da teoria de Carl Schmitt que caracteriza o "político", é mesmo o inimigo privado, o inimicus, que no contexto das eleições municipais, ao menos aqui e na maioria dos "interiores" da Paraíba, dá margem a brigas e intrigas, baixarias e depravações, e, no dizer de NXZero(?), razões e emoções.
Ou seja, o que de mais atrasado existe na América do Sul acontece na Paraíba. Um verdadeiro espetáculo.
E entre tantos eventos que esse ano promete, incluindo as Olimpíadas, que esqueci de mencionar, estou, até agora, a poucos dias do meu inferno astral, apesar disso nunca ter funcionado comigo, apesar disso, estou tranqüilo, e animado!
Não, não. Não é hipocrisia; primeiro, porque isso vai durar pouco, e segundo, porque a era dos "Discurso 'uma coisa'. Atitude 'outra, totalmente diferente'", está só começando, e eu isso não sou, esforço-me a cada segundo pra não ser, e venho conseguindo.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

O DESCONCERTO DO MUNDO

Luiz Vaz de Camões

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E, para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o mundo concertado.

quarta-feira, janeiro 23, 2008


Eu já tinha ouvido alguma coisa de Weather Report e do Jaco Pastorius, mas hoje ouvi um disco ao vivo na Itália, e me apaixonei mais ainda pelo som do cara. Não sei muito sobre o disco, mas acho que o show é como solo, e o que me surpreendeu foi a banda dele, o guitarrista e o baterista são demais. Na internet há pouca coisa em português sobre ele, o que há é confuso e contraditório. Mas, pelo que entendi, ele teve problemas sérios com drogas e álcool e morreu como mendigo em uma briga de bar. É, já dizem que os grandes gênios geralmente não têm uma vida particular muito organizada, e por isso, às vezes, não conseguem o reconhecimento e o sucesso que merecem, enquanto que alguns não tão bons, mas que conseguem organizar, planejar, etc., alcançam muito mais sucesso, vide fenômenos "literários" da atualidade; pois é, infelizmente, ninguém pode ter tudo.
Também ouvi, quer dizer, estou ouvindo agora, a coletânea da Folha do Chick Corea, muito bom também. Pianista sensacional com uma também maravilhosa.

Hoje assisti a fale com ela, de Almodóvar. Muito bom. Nessas férias estou assistindo a granel, é uma maneira de conciliar a ociosidade com a acumulação de cultura cinematográfica.
Entre esses, assisti Morangos Silvestres, de Bergman. Esse sim, sensacional. Mais sensacional ainda quando, por recomendação de meu amigo Henrique, li um texto que ler o filme, a partir de escritos do próprio Bergman, com referências freudianas. Realmente, um gênio. Desde à caçoada que deram às teorias de Freud, até o alívio da vontade de defecar estão no filme. Filme este que tive a paciência de: 1. Baixar 1,09gb 2. Procurar um programa diminuisse o filme para caber em um CD (não tenho gravador de DVD). 3. Diminuir o vídeo (cerca de uma hora) 4. Traduzir a legenda de inglês para o português, pois com o filme só vieram as legendas em inglês e espanhol, e a em português que achei na internet não estava sincronizada com o filme 5. Gravar o filme.
Outro dia assisti a Vergonha, outro de Bergman. Fala sobre um casal de músicos que têm que se isolar devido a uma guerra civil. Também muito bom. E mais ainda porque, dando uma sensação duvidosa de querer rever esse filme todos os dias, logo nos primeiros minutos, Liv Ullmann, no auge dos seus 29 anos, aparece de seios desnudos, despertando desejos libidinosos até mesmo nos mais puritanos , frios, calculistas e imparciais críticos de cinema. Putz, e pensar que o escroto do Bergman pegava esse pedaço de pecado.
Não só por isso -mas também- vale conferir também Vergonha.

sábado, janeiro 19, 2008

Peço desculpas aos dois ou três leitores - será que estou sendo ambicioso? - mas a falta de assunto e de coragem me fizeram ficar um tempo sem postar.
Na minha volta triunfal, dou continuidade à minha jornada em busca de mp3's. Estou quse me filiando ao movimento: Contra burguês, baixe mp3.
O blog agora tem muitos álbuns de hardrock dos anos 70, coisa muito boa. A imensa maioria das bandas eu num nem ouvi falar. Pra quem gosta, eis o endereço http://hardrock70s.blogspot.com/

quarta-feira, dezembro 19, 2007

O Prefeito
Ton Oliveira

Mamãe, agora eu quero ser prefeito
Garanto que vou me candidatar
Do jeito que já sei mentir bastante
Acho que de hoje em diante minha vida vai mudar

Pra quem me apoiar eu dou abraço
Se falar mal de mim eu dou dinheiro e ele muda
E vai ficar tudo do mesmo jeito
Se eu ganhar para prefeito
É o mesmo "deus-nos-acuda"

E vai ficar tudo do mesmo jeito
Se eu ganhar para prefeito
É o mesmo "deus-nos-acuda"

É a cidade esburacada (ai ai ai)
E o povo vivendo mal (ui ui ui)
Mas quando a coisa ficar preta
Eu invento uma micareta
E faço aquele carnaval

Trago um conjunto da Bahia (ai ai ai)
Pago mais do que ele merece (ui ui ui)
Se pagar 100, digo que foi 500
Desviando os 400 meu saldo banqueiro cresce

Aí o povo esquece tudo (ai ai ai)
E no embalo desse som (ui ui ui)
A cidade fica feliz
E ainda tem gente que diz:
"Eita, que prefeito bom!"

A cidade fica feliz
E ainda tem gente que diz:
"Eita, que prefeito bom!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Achei um ótimo blog, com dezenas de Álbuns para baixar de samba, mpb, chorinho e tudo o mais, inclusive tem o filme sobre Cartola para baixar também. O endereço é http://capsuladacultura.com.br/blog/

Bar ruim é lindo, bicho.

Antônio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós,meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio
intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.

Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por
artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns
velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas
vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que agente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro
cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o
sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).

- Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

sábado, dezembro 15, 2007

Quem apareceu no Jô hoje foi Fernanda Montenegro, falar sobre algo que não sabia e que até agora estou dando pulinhos de preparo para saltos mortais, de alegria e de ansiosidade: O romance O Amor nos Tempos do Cólera de Gabriel García Marquez, virou filme.
Inclusive já foi apresentado no Festival do Rio, e, segundo minhas pesquisas, vai estrear dia 28 desse mês no Brasil. Espero que venha pra... Guarabira? Não, pois Guarabira não tem cinema, mas para João Pessoa.
Esse foi o primeiro romance que lí de Gabriel García Marquez, e de cara pensei: isso daria um bom filme. Bem, na verdade, nessa onda de transformar bestseller em filme, pensei: Nesses dias vão fazer um filme de cem anos de solidão, vai ser uma merda. Aí arrematei: Mas O Amor nos Tempos do Cólera podia rolar.
Agora é esperar pra ver. Quer dizer, esperar pra viajar pra ver.

Segue um trailer do filme.

sexta-feira, dezembro 14, 2007


Dia 22 de Dezembro, o poeta guarabirense Chico Pedrosa estará novamente se apresentando em sua terra natal, no Colégio da Luz. Por motivos que não me são estranhos, Guarabira não dá a metade do valor que o resto do país dá ao Poeta, que é renomado nacionalmente e uma referência da poesia regional, sendo gravado por, entre outros, Cordel do Fogo Encantado. O livro dele que eu tenho - Sertão Caboclo - é prefaciado por Jessier Quirino.
E sua última apresentação aqui comprovou isso: umas 30 pessoas e um bêbu véi aperriando. Mas, vamos que vamos, cancelei um provável programa para ficar e assistir ao espetáculo.

Essa poesia se chama:

A infância com meus pais.

Sua infância foi risonha?
Calma, não responda agora.
Por favor, não a exponha,
Que vai chegar sua hora.
A minha foi meio ingrata
Tipo caldo de batata
Sem substância nenhuma
Infância desenxabida
Dessas coisas que na vida
Pobre só aguenta uma

Minha escola foi o campo
Minha caneta a enxada
Meu brinquedo o pirilampo
Vigilante da baixada
Armei pedra de quixó
Cacei preá e mocó
Atirei de baleira
Cavei peba em tabuleiro
E tirei enxu verdadeiro
Nas moita da capoeira

Todo tipo de doença
Que se contrai na infância
Sofri por indiferença
Da nossa ignorância
Mamãe era benzedeira
Rezava olhado e papeira
Dor de dente, bucho inchado
Febre, espinhela caída
Inchação, tosse comprida
Arroto choco e puxado

Cresci na fralda da serra
Ouvindo a voz do vaqueiro
Que pega, derruba e ferra
Pra seu patrão fazendeiro
Como um nativo da selva
Saía pisando a relva*
A caminho do roçado
Recebendo dos meus pais
Os conselhos naturais
Do meio em que fui criado

No fim do ano uma festa
E com ele uma roupa nova
Porque numa época desta
Os pais da gente dão prova
De solidariedade
Vão às loja da cidade
Compram terno e cinturão
Sapato, gravata e "cheiro"
E nos dão algum dinheiro
Pra o parque de diversão

Pra mim compraram um sapato
De solado de pneu
Couro grosso, bico chato
Fui calçar, ele não deu
Era menor que meu pé
Mamãe fez logo um banzé
Chamou meu pais de sovino
Ele pegou um compasso
E disse: inda hoje faço
Um sapato do menino

Pegou um taco de couro
Dum boi que seca matou
Disse: pise aqui, meu louro
Eu pisei, ele traçou
Sisudo, de cara feia
Cortou, enfiou correia
E achando a medida exata
Disse: vai ficar barato
Não fez umpar de sapato
Nem fez um par de alpargata

Fez um troço parecido
Com uma bainha de foice
Curvado, maio comprido
Um pouco estreito no coice
Se esqueceu do pé direito
Fez os dois do mesmo jeito
E sem admitir enganos
Me deu ordem pra calçar
Dizendo: saiba zelar
Que é sapato pra dez anos

E a minha roupa de festa?
Já compraram? Perguntei
Ele disse: ora esta
Não sabe que eu já comprei
Derna de segunda feira
E quem vai ser a costureira
Vai ser comadrer Dondom
Do riacho Pela-Gato
Que além de cobrar barato
Sabe costurar "raion"

Parece que estou vendo
Meu primeiro paletó
A velha Dondom cozendo
Usando uma vista só
Dondom era costureira
Nas horas vagas parteira
Embirrenta, malcriada
Ninca pegou numa escala
Dava uma volta na sala
Tava a medida tirada

Comigo ela fez assim
No dia que lhe entreguei
Um corte de pano ruim
Que de presente ganhei
A velha acendeu um facho
Me olhou e disse: Acho
Que você pode ir embora
Que daqui pra sexta feira
Eu emendo essa porqueira
Com fé em Nossa Senhora

E de fato emendou, pois
Outra coisa ela não fez
Na calça cabiam dois
No paletó mais de três
E a gravata e a camisa?
Meu pai disse: não precisa
Têm as do meu casamento
Há muitos anos guardada
Tão um pouco desbotada
Mas os pano é cem por cento

Mamãe lhe fez um apelo
Com muita diplomacia
Pra cortar o meu cabelo
Na antiga freguesia
Meu pai disse: eu não combino
O cabelo do menino
Só eu sei como é que presta
Sentou-me sobre um caixão
Agarrou um tesourão
E começou a cortar... da testa

Deixou a minha cabeça
Como um carneiro sem lã
Depois disse: não se esqueça
Que a festa é logo amanhã
A igreja tá caiada
A rua tá enfeitada
O carrossé já chegou
Inté o carramanchão
Onde vai ser o leilão
O padre já aprontou

Afinal chegou o dia
Doze do mês de dezembro
Festa de Santa Luzia
Ainda hoje me lembro
Eu calçado de alpergata
De paletó e gravata
Parecia um coroné
Entupido de gelada
Chamei minha namorada
Pra correr no corrossé

A concertina tocava
A música do assum preto
E o carrossé de carbureto
Num instante embalava
Um homem com um apito
Fazia sinal, e Benedito
Dava mais um empurrão.
E os casais de namorados
Agradeciam sentados
Por mais uma rotação

Sentei-me numa cadeira
Ao lado da namorada
Senti logo uma zonzeira
E a natureza enjoada
O carrossé embalou
Meu paletó se inflou
Ficou igual a um balão
A vista ficou escura
E o povo gritou: Segura,
Cabra do paletozão!

Vomitei toda gelada
Que antes havia bebido
E perdi minha namorada
Prum sujeito mais sabido
Fui me lavar num riacho
E quando passei por baixo
Dum poleiro, uma galinha
Abriu a porta traseira
E despejou a sujeira
Na minha bela roupinha

Pronto... Adoeci de novo
E agora? Que faço então?
Voltar pro meio do povo
desse jeito? Volto não
Tirei a roupa e lavei
sem sabão e pendurei
Numa rama de cipó
Lá pra alta madrugada
Veio uma vaca malhada
Comeu calça e paletó

Restou o par de alpargata
E a cueca samba-canção
A camisa e a gravata
Mas dinheiro... nem um tostão
A desgraçada da vaca
Comeu a última pataca
Deixei a festa e a farra
Toquei o pé no caminho
E no terreiro do ranchinho
Cheguei ao quebrar da barra

Cheguei como um fugitivo
Que foje duma cadeia
Cabisbaixo, pensativo
Com medo de levar peia
Contei o que se passou
Minha mãe acreditou
Pai entendeu muito mais
E para finalizar
Resolvi apresentar
Minha infância com meus pais

Labirinto

Ronaldo Cunha Lima

De tanto imaginar o meu porvir
e ao mesmo tempo abrir muitas estradas,
terminei suscitando encruzilhadas
e agora já não sei para onde ir.

Difícil iniciar e concluir
de uma só vez diversas caminhadas.
Havendo mais partidas que chegadas,
é mais racional o desistir.

Quanto mais e mais longos os caminhos,
mais constantes, também, são os espinhos,.
as dores, dissabores, tudo enfim.

Criando dentro d'alma um labirinto,
observo, afinal, e agora sinto
que eu mesmo me perdi dentro de mim.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Graças ao empenho de alguns ilustres desconhecidos, tenho conseguido baixar todos os cds da coleção Folha Clássicos do Jazz. E tenho adorado. Mas eu descobri que eu tenho um ponto amarrado e que nunca vou me desamarrar. Esse ano eu conheci muita coisa relacionado a música: viajei pelo forró pé-de-serra, fui à MPB, dei uma passada por uns punks, escutei coisas antigas, dei um forte trago de Pink Floyd, uma segurada braba em Led Zeppelin, e soltei nos discos solos de John Lennon. Mas sempre volto e vou dos Beatles. Agora estou ouvindo Jazz, mas sempre, entre o intervalo de um e outro, entre um download e outro, escuto os Fab Fours.
Comprei as clássicas fotos que estão no Álbum Branco, umas das mais belas deles. Irei fazer quatro molduras e colocar no meu quarto. Mas, por incrível que pareça, as mais belas fotos dos Beatles foram tiradas no início da carreira, quando eles estavam em Hamburgo, pela então namorada do ex-baixista Stu Sutfliffe, Astrid Kirchherr. Eu as tenho aqui no computador.
Aí está o clipe de Hello Goodbye, do álbum Magical Mystery Tour.

http://www.youtube.com/watch?v=Qf2S7kKLtEQ

quarta-feira, dezembro 05, 2007

100 melhores discos da música brasileira

Esta é uma lista dos 100 melhores discos da música brasileira feita por estudiosos, produtores e conhecedores do assunto convocados pela revista Rolling Stone Brasil. A lista está na edição nº 13 de outubro.

Segue abaixo a lista dos discos com links pra download. Nem todos os links ainda estão ativos, paciência.

01. Acabou Chorare (Novos Baianos, 1972)
02. Tropicália ou Panis et Circencis (Vários, 1968)
03. Construção (Chico Buarque, 1971)
04. Chega de Saudade (João Gilberto, 1959)
05. Secos e Molhados (Secos e Molhados, 1973)
06. A Tábua de Esmeralda (Jorge Ben, 1972)
07. Clube da Esquina (Milton Nascimento & Lô Borges, 1972)
08. Cartola (Cartola, 1976)
09. Os Mutantes (Os Mutantes, 1968)
10. Transa (Caetano Veloso, 1972)
11. Elis & Tom (Elis Regina e Antônio Carlos Jobim, 1974)
12. Krig-Ha Bandolo (Raul Seixas, 1973)
13. Da Lama ao Caos (Chico Science & Nação Zumbi, 1994)
14. Sobrevivendo no Inferno (Racionais MC’s, 1998)
15. Samba Esquema Novo (Jorge Ben, 1963)
16. Fruto Proibido (Rita Lee, 1975)
17. Racional Volume 1 (Tim Maia, 1975)
18. Afrociberdelia (Chico Science & Nação Zumbi, 1996)
19. Cabeça Dinossauro (Titãs, 1986)
20. Fa-Tal - Gal a Todo Vapor (Gal Costa, 1971)
21. Dois (Legião Urbana, 1986)
22. A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (Os Mutantes, 1970)
23. Coisas (Moacir Santos, 1965)
24. Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (Roberto Carlos, 1967)
25. Tim Maia (Tim Maia, 1970)
26. Expresso 2222 (Gilberto Gil, 1972)
27. Nós vamos Invadir Sua Praia (Ultraje a Rigor, 1985)
28. Roberto Carlos (Roberto Carlos, 1971)
29. Os Afro-Sambas (Baden Powell, Quarteto em Cy e Vinícius de Moraes, 1966)
30. A Dança da Solidão (Paulinho da Viola, 1972)
31. Carlos, Erasmo (Erasmo Carlos, 1970)
32. Pérola Negra (Luis Melodia, 1973)
33. Caymmi e Seu Violão (Dorival Caymmi, 1959)
34. Loki? (Arnaldo Baptista, 1974)
35. Estudando o Samba (Tom Zé, 1976)
36. Falso Brilhante (Elis Regina, 1976)
37. Caetano Veloso (Caetano Veloso, 1968)
38. Maria Fumaça (Banda Black Rio, 1977)
39. Selvagem? (Os Paralamas do Sucesso, 1986)
40. Legião Urbana (Legião Urbana, 1985)
41. Meus Caros Amigos (Chico Buarque, 1976)
42. O Bloco do Eu Sozinho (Los Hermanos, 2001)
43. Refazenda (Gilberto Gil, 1975)
44. Mutantes (Os Mutantes, 1969)
45. Raimundos (Raimundos, 1994)
46. Chaos A.D. (Sepultura, 1993)
47. João Gilberto (João Gilberto, 1973)
48. As Aventuras da Blitz (Blitz, 1982)
49. Racional Volume 2 (Tim Maia, 1976)
50. Revolver (Walter Franco, 1975)
51. Clara Crocodilo (Arrigo Barnabé, 1980)
52. Cartola (Cartola, 1974)
53. O Novo Aeon (Raul Seixas, 1975)
54. Refavela (Gilberto Gil, 1977)
55. Nervos de Aço (Paulinho da Viola, 1973)
56. Amoroso (João Gilberto, 1977)
57. Roots (Sepultura, 1996)
58. Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim, 1963)
59. Canção do Amor Demais (Elizeth Cardoso, 1958)
60. Gil e Jorge Ogum Xangô + D2 (Gilberto Gil e Jorge Ben, 1975)
61. Força Bruta (Jorge Ben, 1970)
62. MM (Marisa Monte, 1989)
63. Milagre dos Peixes + D2 (Milton Nascimento, 1973)
64. Show Opinião (Nara Leão, Zé Kéti e João do Vale, 1965)
65. Nelson Cavaquinho (Nelson Cavaquinho, 1973)
66. Cinema Transcendental (Caetano Veloso, 1979)
67. África Brasil (Jorge Ben, 1976)
68. Ventura (Los Hermanos, 2003)
69. Samba Esquema Noise (Mundo Livre S/A, 1994)
70. Getz/Gilberto Featuring Antônio Carlos Jobim (Stan Getz, João Gilberto e Antônio Carlos Jobim, 1963)
71. Noel Rosa e Aracy de Almeida (Aracy de Almeida, 1950)
72. Jardim Elétrico (Os Mutantes, 1971)
73. Angela Ro Ro (Angela Ro Ro, 1979)
74. Õ Blésq Blom (Titãs, 1989)
75. Tim Maia (Tim Maia, 1971)
76. A Bad Donato (João Donato, 1970)
77. Canções Praieiras (Dorival Caymmi, 1954)
78. Gilberto Gil (Gilberto Gil, 1968)
79. Álibi (Maria Bethânia, 1978)
80. Gal Costa (Gal Costa, 1969)
81. Psicoacústica (Ira!, 1988)
82. O Inimitável (Roberto Carlos, 1968)
83. Matita Perê (Tom Jobim, 1973)
84. Qualquer Coisa/Jóia (Caetano Veloso, 1975)
85. Jovem Guarda (Roberto Carlos, 1965)
86. Beleléu, Leléu, Eu (Itamar Assumpção e Banda Isca de Polícia, 1980)
88. Nada Como Um Dia Após O Outro Dia + D2 (Racionais MC’s, 2002)
89. Carnaval na Obra (Mundo Livre S/A, 1998)
90. Quem é Quem (João Donato, 1973)
91. Cantar (Gal Costa, 1974)
92. Wave (Tom Jobim, 1967)
93. Lado B, Lado A (O Rappa, 1999)
94. Vivendo e Não Aprendendo (Ira!, 1986)
95. Doces Bárbaros + D2 (Gil, Bethânia, Caetano e Gal, 1976)
96. A Sétima Efervescência (Júpiter Maçã, 1996)
97. Araçá Azul (Caetano Veloso, 1972)
98. Elis (Elis Regina, 1972)
99. Revolução por Minuto (RPM, 1985)
100. Circense (Egberto Gismonti, 1980)

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Estudante processa prefeitura por "zerar" em Micareta

Continuando com a série: Bizarrices jurídicas.


Revoltado por não ter conseguido beijar ninguém em um carnaval fora de época promovido pela Prefeitura de Guararapes do Norte (230 km de Rio Branco - Acre) no último mês de maio, o estudante universitário J. C. A. ajuizou uma ação judicial bastante inusitada. Ele foi à Justiça pedir indenização porque "zerou" na micareta.

JCA pediu indenização por danos morais, alegando que "após quase dez horas de curtição e bebedeira não havia conquistado a atenção de sequer uma das muitas jovens que corriam atrás de um trio elétrico". Ainda segundo o autor, que diagnosticou na falta de organização da Prefeitura a causa de sua queixa, todos os seus amigos saíram da festa com histórias para contar.

Em sua contestação, a Prefeitura de Guararapes do Norte ponderou tratar-se de "demanda inédita, sem qualquer presunção legal possível", porque não caberia a ela qualquer responsabilidade no sentido de "aliciar membros da festividade para a prática de atos lascivos, tanto mais por se tratar de comemoração de caráter familiar, na qual, se houve casos de envolvimento sexual entre os integrantes, estes ocorreram nas penumbras das ladeiras e nas encostas de casarões abandonados, quando não dentro dos mesmos, mas sempre às escondidas".

Apesar da aparente inconsistência da demanda judicial, por seus próprios méritos a ação ainda ganhou força antes de virar objeto de chacota dos moradores da cidade, em virtude do teor da réplica apresentada pelo autor, que contou com um parecer desenvolvido pelo doutrinador local Juvêncio de Farias, asseverando que "sendo objetiva a responsabilidade do Estado, mesmo que este não pudesse interferir na lascívia dos que festejavam, o estudante jamais poderia ter saído tão amuado de um evento público".

Ao autor da demanda, no entanto, como resultado de uma "aventura jurídica" que já entrou para o folclore do município, não restaram apenas consequências nocivas. Afinal, em que pese a sentença que deu cabo ao processo ter julgado a demanda totalmente improcedente, o estudante se saiu vitorioso após ter arranjado como namorada uma funcionária do setor de aconselhamento psicológico do município, que passou a freqüentar por indicação do próprio magistrado responsável pelo encaminhamento do caso.

Segundo a própria Municipalidade, tal acontecimento afetivo ocorreu sem nenhuma participação do Estado.
De Rodrigo Amaral Paula de Méo, da Gazeta Jurídica de Piracema Branca do Norte

domingo, dezembro 02, 2007

quinta-feira, novembro 29, 2007


Pra quem ainda não conhece, taí uma dica ótima: A Livraria do Senado. Livros sobre política, direito, literatura, história e legislação a preço de banana, e para alguns estados, com frete grátis.

http://www.seep.ws/

quarta-feira, novembro 28, 2007

Para os estudantes, de Direito ou não, recomendo a leitura do conto de Lima Barreta, Nova Califórnia, um bom retrato de como os valores e os conceitos mudam com facilidade.

PARAÍBA JAZZ FESTIVAL 2007

PROGRAMAÇÃO MUSICAL (MagShopping)

Quinta-feira (29/11/07)

20h00 às 21h00 - Alex Corezzi + Por um Trio - MG/PE
21h20 às 22h20 - Rodrigo Dominguez Trio - ARG
22h40 às 23h40 - noJazz - FRA

Sexta-feira (30/11/2007)

20h00 às 21h00 - Cinval Coco Grude - PE

21h20 às 22h20 - Deanna Witkowski - EUA

22h40 às 23h40 - Fernando Tarrés Quinteto - ARG

Sábado (01/12/2007)

20h00 às 21h00 - Fábio Costa - PE

21h20 às 22h20 - Chico Correa & Electronic Band - PB
22h40 às 23h40 - Alejandro Vargas - CUBA

CONFERÊNCIA (MagShopping, 30/11/07, das 10h às 13h)

1. Robert Singerman (Bureau Export Musique Française Nova
York- Consulado da França nos Estados Unidos)

2. Gloria Ochoa de Zabalegui (Casa Discográfica Producciones
Colibri - CUBA) - Projeto "JOJAZZ - El Joven Espíritu del Jazz Cubano"

3. Javier Fainzaig (FaroLatino - Argentina) - Distribuição
e internet;

4. Fernando Tarrés (Bau Records - Argentina) - Um dos mais
importantes músicos e agitadores culturais da Argentina reúne em seu
selo a nata do jazz portenho.


WORKSHOPS (MagShopping, 15h)

Quinta-feira (29/11/07)

Deanna Witkowski

Sexta-feira (30/11/2007)

Fernando Tarrés

A Folha de São Paulo lançou, já há algum tempo, uma coleção de clássicos de jazz. Adoraria comprar, mas o preço e indisponibilidade da coleção em minha cidade não permitiram. Então, não tive outra opção: Estou baixando todos os cds. E baixo mesmo, oras, se não fosse a internet e a divulgação ilegal de músicas em formato mp3 eu não conheceria um quarto dos artistas que conheço hoje. Até agora já baixei o cd de Nat King Cole e o de Herbie Hancock. Adorei os dois. Confesso que tinha um certo proconceito com o primeiro, decorrente dos enjoados comerciais da coletânea Som Livre, e esperava já os clássicos como When I Fall in Love, Mona Lisa e Unforgettable, tive surpresa que nenhum desses hits está no cd, que é um show ao vivo em Sands. Herbie Hancock não conhecia, mas estou adorando. Desde sempre gostei de música instrumental, e jazz instrumental então... Recomendo os dois. Estou baixando agora o cd de Louis Armstrong, agora é esperar pra ver se também foge ao óbvio.
Ah... e quem quiser baixar, o site é http://jazzerock.blogspot.com/, no blog, no lado direito em Post por categoria, é só escolher Coleção Folha: Clássicos do Jazz.

terça-feira, novembro 27, 2007


Por falar em pintura e em solidão, um dos meus pintores favoritos é Edward Hopper. Dá pra ver a solidão em suas telas, como nessa, por exemplo. Essa se chama Nighthwaks, uma de suas mais famosas telas.
Eu acho a solidão um tema elegantíssimo. Não sei se essa fascinação é mera identificação. Como na música de Roberto Carlos: "Se você pretende saber quem eu sou, eu posso lhe dizer (...) você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim". Belíssimo.

segunda-feira, novembro 26, 2007


Estava lendo o blog de Fernando Meirelles - uma espécie de diário de filmagens de Blindness, versão cinematográfica de Ensaio sobre a cegueira, romance do português Nobel de Literatura José Saramago - quando ele fala das reproduções de quadros no citado filme, e fala que usou, entre outros, as telas de Lucian Freud não como inspiração, mas como cópias descaradas. Homenagem.
Não conhecia o neto de Sigmund Freud, fui pesquisar na internet e encontrei esse site http://www.artbarreiro.com/artistas/lucienfreud/Flash01/index.html, que traz algumas de suas telas. Achei interessante a forma descarada como ele retrata o nú: pessoas obesas, esqueléticas, closes pubianos. E cachorros, em duas telas há a presença de cachorros. Retratação da solidão? Vou me dedicar mais a pintura.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucian_Freud

terça-feira, outubro 23, 2007


Foi quando voltei do Congresso Brasileiro de Direito Constitucional e fui pesquisar sobre conceito de Justiça, que li sobre o relativismo de Kelsen. Comecei a ler O problema da Justiça, e estou desconstruindo uma imagem de Kelsen que tinha, não em relação ao ponto de vista do fracasso do positivismo, mas de um filósofo denso e complexo.
A negação a parte, ou melhor, ao mais importante núcleo de sua teoria, Pura do Direito, conseguiu ofuscar outros posicionamentos filosóficos seus. Algo que aconteceu com Carl Schmitt, que devido ao seu envolvimento com o nacional-socialismo, teve sua obra renegada até bem pouco tempo.
Vou tentar escrever algo até o dia 1º de novembro sobre o conceito de justiça para Hans Kelsen e inscrever na Semana "natalina" de Humanidades da Universidade, e, ao contrário do que alguns possam pensar, bem mais por interesse do que por vaidade.
O mundo jurídico, realmente, é mais divertido do que eu pensava.

Depois da clássica sentença do juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, de São Paulo:

"Quem presenciou grandes orquestras futebolísticas formadas: SEJAS, CLODOALDO, PELÉ E EDU, no Peixe: MANGA, FIGUEROA, FALCÃO E CAÇAPAVA, no Colorado: CARLOS, OSCAR, VANDERLEI, MARCO AURÉLIO E DICÁ, na Macaca, dentre inúmeros craques, não poderia sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol."

Finalizando com chave de ouro:

"'CADA UM NA SUA ÁREA, CADA MACACO EM SEU GALHO, CADA GALO EM SEU TERREIRO, CADA REI EM SEU BARALHO', É assim que eu penso... e porque penso assim, na condição de Magistrado, digo!"

Meus colegas de universidade me mostraram o que promete ser a novel referência jurisprudencial, da juiza Adriana Sette da Rocha Raposo, dessa vez mais perto, para orgulho do estado da Paraíba, na cidade de Santa Rita, declama:

"A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material. A autonomia de que goza, quanto à formação de seu pensamento e de suas decisões, lhe confere, ademais, uma dignidade especialíssima. Ele é alguém em frente aos demais e em frente à natureza; é, portanto, um sujeito capaz, por si mesmo, de perceber, julgar e resolver acerca de si em relação com tudo o que o rodeia. Pode chegar à autoformação de usa própria vida e, de movo apreciável, pode influir, por sua conduta, nos acontecimentos que lhe são exteriores. Nenhuma coerção de fora pode alcançar sua interioridade com bastante força para violar esse reduto íntimo e inviolável que reside dentro dele."


E eu achando que a carreira era chata...

segunda-feira, outubro 22, 2007

Afora algumas ressalvas, é isso mesmo...

"Na democracia, governam as maiorias. Elas fazem a lei, elas escolhem os governantes. Estes são comprometidos com as maiorias que os elegeram e a elas devem agradar. As minorias não têm força. Não fazem leis nem designam agentes públicos, políticos ou administrativos.
Sua única proteção está no Judiciário. Este não tem compromisso com a maioria. Não precisa agradá-la, nem cortejá-la. Os membros do Judiciário não são eleitos pelo povo. Não são transitórios, não são periódicos. Sua investidura é vitalícias. Os magistrados não representam a maioria. São a expressão da consciência jurídica nacional. Seu único compromisso é com o direito, com a Constituição e as leis; com os princípios gerais do direito, que são universais. São dotados de condições objetivas da independência, para serem imparciais; quer dizer: para não serem levados a decidir a favor da parte mais forte, num determinado litígio.
Assim é em todos os países democráticos, que podem ser qualificados como Estados de Direito"
Geraldo Ataliba.

quarta-feira, outubro 03, 2007


Depois de muita luta, consegui fazer a Rádio Tabajara FM, de João Pessoa, ser transmitida aqui em casa. Tive que puxar um fio e colocar em cima da estante dos livros; só funcionava lá, e em frente à primeira edição da constituição de 1988.
Guarabira não oferece, entre outros, muitas opções em se tratando de emissora de rádio.
É aquela coisa, juntando as cinco emissoras, doravante rádios, não dá uma. Uma é da situação, três da oposição, e a rádio Cidade, que ganhou esse nome, pelo menos eu acho, por teauto-falantes espalhados pela cidade, que eu não sei de que "lado" é.
Aqui e Guarabira quase nada pode ser classificado fora da dicotomia "oposição-situação". Acho que até as próprias oposição e situação têm essa divisão.

Tabajara de vez em quando chia, tem interferência com outra estação pouco acima, o que de vez em quando interrompe Tom Jobim com interferência de "Lapada na Rachada". Mas acho isso o máximo, dá a maior sensação de solidão, como se estivesse em um lugar recôndito, onde não é possível escutar nada, assistir nada, fazer nada...